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O que é óleo de palmiste, para que serve e como usar

Já ouviram falar do óleo de palmiste ? Este óleo costuma aparecer na formulação de cosméticos, por sua propriedade hidratante, mas serve para várias finalidades. Neste conteúdo serão passadas mais informações para conhecer melhor esse óleo e saber utilizá-lo. Para saber mais do óleo de palmiste serão abordados os seguintes tópicos:

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O que é óleo de palmiste: origem e produção

O óleo de palmiste deriva da mesma palmeira da qual se extrai o azeite de dendê (óleo de palma).

Esta palmeira é originária da Costa Ocidental da África. Seu nome científico é Elaeis guineenses e é conhecida, popularmente, como dendezeiro.

Do fruto desta palmeira são extraídos dois tipos de óleos: o óleo de palma, que é retirado da polpa e o óleo de palmiste, que é obtido da amêndoa.

O óleo de palmiste é transparente, sem cor e nem cheiro parecido com o óleo de coco da praia e do babaçu, até mesmo na finalidade e usos. Este óleo é refinado através de destilação, da mesma forma que são feitos os óleos essenciais, com condensado em atmosfera sem oxigênio, por isso, é um produto que não prejudica à saúde.

Para a casca do caroço do palmiste ser quebrada, precisa ser levemente torrada, com o objetivo de facilitar a quebra para poder realizar a sua prensagem e extrair seu óleo. Devido a esse processo o óleo fica com cheiro das cascas queimadas, e para tirar esse aroma, passa por destilação.

O palmiste possui forte resistência à oxidação, não fica rançoso facilmente, o que contribui para sua maior durabilidade.

Agora, que sabem de onde vem o óleo de palmiste e como é produzido, conheçam suas utilidades.

Para que serve: utilidades

O óleo de palmiste tem muitas utilidades, com a vantagem de ser um produto que não deixa cheiro e nem mancha roupas e é bem absorvido em tratamento de pele e cabelo, além de seu consumo ser saudável, principalmente, para o aparelho digestivo.

Observação: para usar esse óleo, se estiver duro é só retirar um pouco com uma colher e colocar sobre as palmas das mãos, com o calor delas, o óleo derrete. Caso for usar uma quantidade maior basta aquecê-lo em banho maria ou deixá-lo um pouco no Sol, para que ele volte a ficar líquido.

O óleo de palmiste oferece os mesmos benefícios do óleo de coco com a vantagem que não tem cheiro, por isso dá para usá-lo na pele e no cabelo, podendo sair de casa, mesmo o utilizando, sem ficar evidente e chamar a atenção, por não possuir odor.

Veja seus diversos usos:

I- De forma externa em pele e cabelo: em massagens corporais, tanto para uso pessoal, como para profissional, em Spas de beleza, por exemplo, pode ser adicionado em cremes faciais e capilares, que contenham água como condicionador para o cabelo, cremes corporal e facial, para hidratar a pele e cabelo, óleo corporal, pós-banho.

II- De forma interna, através de ingestão, como alimento: o óleo de palmiste pode ser usado como substituto da margarina, manteiga ou óleo em receitas de bolos e pães. É recomendável limite em sua ingestão, pois o óleo de palmiste contém gorduras saturadas, por isso, não deve ser ingerido em excesso, para não correr o risco de distúrbios orgânicos.

Formas de uso (instruções)

Externo:

I- Coloque de 5-6 ml de óleo de palmiste em cada 100 mL de creme capilar, sem enxague. Esse preparado é para ser utilizado sempre após lavar os cabelos com shampoo.

II- Outra forma de utilizar o óleo de palmiste no cabelo é passando-o e massageando-o em todos os fios de cabelo, para que penetre neles. É necessário deixar agir, no mínimo por 30 minutos ou, por mais de 2 horas. Após isso, pode lavar o cabelo normalmente.

Interno:

Pode-se consumir o óleo de palmiste na alimentação, das seguintes formas: para cozinhar arroz, feijão, legumes, na salada, em bolos, como já dito, no lugar da margarina ou manteiga como patê ou manteiga.

Segue uma receita de patê ou manteiga, como preferirem chamar:

  • 70 ml de óleo de palmiste
  • 30 ml de azeite de oliva
  • 30 ml de óleo de gergelim (opcional)
  • uma pitada de sal
  • uma porção de ervas frescas: hortelã, tomilho, manjericão, alecrim, sálvia, orégano, conforme preferência

Bater tudo no liquidificador e colocar na geladeira. Ficará na consistência de manteiga! Essa pasta pode ser usada para comer com pães, torradas e dar um toque saboroso para sopas, molhos e saladas

Propriedades e benefícios do óleo de palmiste

O óleo de palmiste é rico em triglicérides, principalmente ácido láurico, que possui uma alta afinidade com proteínas do cabelo. penetrando, com facilidade no interior dos fios capilares.

O ácido láurico preserva a proteína dos fios capilares e se o cabelo for tingido, o óleo de palmiste evitará a perda dos pigmentos da tintura que se incorporaram aos fios, preservando a coloração, mesmo com as lavagens.

Devido à sua ação antioxidante, o óleo de palmiste combate ao envelhecimento precoce da pele, prevenindo o surgimento de rugas.

Por ser emoliente e umectante, contribui para a maciez e luificação da epiderme, além de preservar sua elasticidade natural.

Suas propriedades evitam estrias, sendo muito útil para o cuidado da pele durante a gravidez

O ácido láurico que faz parte da constituição do óleo de palmiste é um componente que é encontrado também no leite materno humano e que é responsável por fortalecer a imunidade do bebê.

Devido ao ácido láurico contido no palmiste, este óleo endurece em temperaturas inferiores a 20 graus. Se algum óleo de palmiste não endurecer, em temperaturas frias, foi adulterado e não é puro.

Este óleo age como anti-inflamatório, sendo benéfico em quadros reumáticos, artrites e inflamações musculares.

Tem potencial antiviral e antibacteriano. Devido à estas propriedades, o óleo de palmiste tem efeito positivo na pele e cabelo, protegendo contra fungos, microrganismos, piolhos, além de combater a caspa.

Utilizado em massagem, sua ação anti-inflamatória, alivia tensões musculares e ameniza de doenças inflamatórias articulares.

Ideal para quem trabalha com massoterapia, por ser um óleo com ação anti-inflamatória.

O óleo de palmiste quando ingerido na alimentação, contribui para a saúde do estômago e intestinos, devido à ação do ácido láurico.

Dessa forma, o óleo de palmiste evita gastrite e a ação de bactérias prejudiciais, contribuindo para a proteção e o bom funcionamento do estômago e intestino.

O alerta dos ambientalistas

Ativistas em defesa da Natureza, ambientalistas e ecologistas condenam o uso do óleo de palma, obtido a partir da mesma palmeira que se extrai o palmiste, e que é oriundo da Malásia e Indonésia.

Nestas regiões as florestas têm sido devastadas para o cultivo da palmeira que se extrai óleo de palma e, por isso, a vida animal e a biodiversidade estão sendo prejudicadas. No Brasil, a palmeira de onde é extraído o óleo de palmiste é encontrada em grandes áreas de cultivo nos estados do Pará, Amazônia e, em menor escala, na Bahia.

Os maiores produtores da palmeira Elaeis guineensis são a Indonésia, Malásia, Nigéria e Colômbia. O Brasil ocupa a posição de 13° produtor mundial.

Atualmente, existem ações governamentais, inclusive, no Brasil, que visam a produção do óleo de palma e de palmiste de forma sustentável e sem devastação da vegetação nativa, para evitar impactos destrutivos ao meio ambiente.

Leja também: ÓLEO DE PALMA: POR QUE É DANOSO À SAÚDE E AO AMBIENTE?

Óleo de coco ou óleo de palmiste?

oleo de coco

O óleo de palmiste tem similares propriedades e finalidades do óleo de coco, com a diferença que não tem cheiro e tem sabor mais neutro, sendo mais discreto para utilização na pele e cabelo e, também, para misturar e combinar com cremes facial ou capilar, não provocando misturas de aromas. Outra diferença é que o preço do óleo de palmiste costuma ser mais baixo que o do óleo de coco.

Ambos os óleos podem ser encontrados em lojas virtuais ou físicas de produtos naturais. Tanto um, como o outro são óleos muito bons e representam opções naturais e saudáveis para os cuidados de nossa pele, cabelo e saúde, na falta de um tem como recorrer ao outro!

Sobre Deise Aur

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Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.

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