Melão-de-São-Caetano - uso popular e estudos científicos

Melão de São Caetano

O melão-de-São-Caetano, Momordica charantia, é uma planta medicinal nativa do Brasil, uma trepadeira que se espalha rápido cobrindo cercas, árvores e o próprio chão. Sua medicina é poderosa e muitos estudos já afirmam que esta planta consegue destruir até 98% das células cancerosas.

Estudos científicos sobre as propriedades do melão-de-São-Caetano

Os potenciais usos medicinais e farmacológicos do melão-de-São-Caetano já são estudados cientificamente, como mostra este estudo aqui que descreve se uso na diabetes em adultos e este aqui, estudou o uso do extrato verde seco e sua ação hipoglicemiante. E este, estudou o seu potencial para a cura de úlceras.

Este outro estudo aqui fez uma extensa compilação dos diversos usos tradicionais e alguns estudos científicos que os confirmam seu uso em “diferentes sistemas de medicina tradicional para várias doenças (antidiabético, abortivo, anti-helmíntico, contraceptivo, dismenorréia, eczema, emmenagogue, antimalárico, galactagogue, gota, icterícia, dor abdominal, renal (pedra), laxante, lepra , leucorréia, pilhas, pneumonia, psoríase, purgativa, reumatismo, febre e sarna) concentrou a atenção do investigador sobre esta planta”.

E confirma que “mais de 100 estudos utilizando técnicas modernas tenha autenticado o seu uso na diabetes e suas complicações (nefropatia, catarata, resistência à insulina), como agentes antibacterianos, assim como agente antiviral (incluindo infecção por HIV), como anti-helmíntico e abortivos”.

“Tradicionalmente, tem também sido utilizado no tratamento de úlceras pépticas, curiosamente em um recentes estudos experimentais têm demonstrado o seu potencial contra a Helicobacter pylori. Mais importante ainda, os estudos têm demonstrado a sua eficácia em vários tipos de câncer (leucemia linfóide, linfoma, coriocarcinoma, melanoma, câncer da mama, tumor de pele, câncer de próstata, carcinoma epidermóide de língua e laringe, carcinomas da bexiga humana e da doença de Hodgkin)”.

Porém, este mesmo estudo diz que “há poucos relatos disponíveis sobre a utilização clínica de Momordica charantia em pacientes com diabetes e câncer, que têm mostrado resultados promissores” mas, há alguns, o que já é bastante bom. Um dos artigos científicos sobre o uso do melão-de-São-Caetano nos tratamentos de câncer é este estudo aqui que afirma que este alimento tem a propriedade de facilitar a aceitação dos medicamentos anticâncer para os doentes que os necessitam.

Segundo o vídeo que coloco abaixo o principal pesquisador dos efeitos medicinais desta planta é Frank Shallenberger e, na internet é possível encontrar-se referências aqui aos seus trabalhos onde se afirma que: “ele encontrou uma fruta que foi eficaz em matar células de câncer pancreático. O fruto é chamado de "melão-amargo" e é muito popular em Okinawa, no Japão. Quando o suco de melão-amargo é diluído a 5% em água, ele provou ser incrivelmente prejudicial para linhas celulares de cancro do pâncreas”. De acordo com suas descobertas, uma solução de 5% de suco de melão-de-são-caetano pode lutar contra o câncer e derrotá-lo.

Esta outra publicação aqui, afirma que “o suco de melão-amargo reduziu a viabilidade de linhas celulares de cancro dois em 90% e mataram os restantes duas linhas a uma taxa de 98%”.

Mas, há controvérsias, e bastante sérias

David Majerowicz e Heitor Affonso da Paula Neto, professores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Rodrigo Pacheco e Douglas Teixeira, alunos de graduação em Farmácia, no seu Blog A Porta de Marfim afirmam e justificam que, melão-de-São-Caetano não cura câncer, que o Dr. Frank Shallenberger não tem artigos científicos publicados e que, após exaustiva revisão, concluem que sim, essa planta pode ter potencial bastante promissor mas que até agora não foi testada suficientemente em humanos para que possa ser considerada eficaz.

Abaixo selecionei alguns trechos do extenso artigo, que é bastante interessante.

“Afirmam que fizeram uma pesquisa e encontrei mais de 200 trabalhos (e nenhum deles do Dr. Shallenberger, obviamente)! Todos esses resultados indicam que o melão São Caetano tem potencial para fornecer novos compostos para serem trabalhados pela indústria farmacêutica. O extrato da planta apresentou alguns resultados interessantes no tratamento em animais, mas ainda não em pacientes humanos. Esses resultados apenas mostram que o melão São Caetano é uma interessante fonte de novos compostos com atividade para combater tumores, e estão muito longe do comprovar que consumir a planta ajuda pessoas doentes.

As proteínas provavelmente serão digeridas no estômago do paciente e vão perder seus efeitos. O único trabalho científico feito com humanos foi realizado por um grupo da Tailândia (PONGNIKORN et al., 2003). Os pesquisadores analisaram o efeito do melão São Caetano sobre mulheres com câncer de útero que estavam sendo submetidas à radioterapia. Os cientistas não observaram qualquer diferença nos tumores entre quem recebeu ou não a planta. Dessa forma, é leviano e perigoso afirmar que o melão São Caetano é capaz de curar o câncer. Todos os outros testes até hoje foram feitos apenas em células de cultura no laboratório ou em camundongos. O que não quer dizer que eles não são animadores”.

Na medicina popular das comunidades tradicionais brasileiras, no entanto, o melão-de-São-Caetano tem usos medicinais consagrados e o mesmo se verifica entre vários povos asiáticos que, para além de uso medicinal, lhe dão uso culinário há muitos séculos. As tribos indígenas da Amazônia o usam para diversas curas.

As lavadeiras usavam esta erva para limpar e clarear as roupas. Seu frutos podem ser comidos inteiros quando ainda estão fechados e, depois de aberto, só se deve comer as sementes. Mas é um fruto bastante amargo portanto, misture-o com frutos doces na salada. Os japoneses também usam melão-de-São-Caetano em sua culinária, e lhe chamam nigagori.

Segundo a medicina popular, o melão-de-São-Caetano tem ações: adstringente, afrodisíaca, aperitiva, estomáquica, anticarbunculosa, anti-helmínticos, anti-hemorroidário, antidiabética, antimicótica, anti-venéreas, antileucorréica, anti-reumática, antiflatulenta, anticatarral, antipirética, cicatrizante, colerética, depurativa do sangue, emenagoga, emético, emeto-catártica, emoliente, estomáquica, febrífuga, hemostáticos, hipotensora, hipoglicêmica, laxante, purgativa, rubefaciente, supurativa, vomitivos vermífugo e vermicida.

Assista ao vídeo:

Segundo o site Plantas que curam, o melão de São Caetano tem aplicação no tratamento da infecções da pele, sintomas de diabetes, asma, hipertensão e problemas de fígado e estômago, no aumento da resistência do organismo a infecções, na desintoxicação hepática, na redução do açúcar no sangue, acelera o metabolismo, alivia infecções fúngicas, micoses, psoríase e pé de atleta, melhora problemas de vista e o banho de assento com suas folhas é excelente para hemorróidas.

Como usar o melão-de-São-Caetano

Os modos de uso do melão-de-São-Caetano, veja aqui, é o seguinte:

* Frutos cozidos para vômitos e doenças venéreas

* Cataplasma de frutos maduros para problemas de varizes

* Suco das folhas para problemas gástricos, vômitos, como purgante, afecções biliares e até mordida de cobra

* Decocto da raiz usado como adstringente.

* Decocto das folhas para lavar feridas e problemas de pele

* Infusão forte das  folhas para tratar sarna, picadas de inseto, malária, pruridos e úlceras malignas

* Infusão da planta inteira resfriado

* Infusão das folhas secas (10 g em 1 litro) para tratar leucorréia, menstruações difíceis e cólicas causadas por verminose

* Banho de assento com a infusão do fruto para tratar hemorroidas.

* Suco das folhas verdes, maceradas em óleo de amêndoa para tratar queimaduras.

* Suco puro das folhas e frutos para tratar sarna.

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