Garimpos fantasmas: com maquiagem de dados, garimpeiros exploram ouro em terras indígenas

Garimpos fantasmas: com maquiagem de dados, garimpeiros exploram ouro em terras indígenas

Cerca de 220 lavras de garimpo com registros de produção de ouro em 2019 e 2020 simplesmente não existem. Contam com autorização para operar e vender o minério, mas ao tentar visitá-las, só se encontra mata fechada.  Por que isso ocorre?

O problema

Essas lavras de garimpos fantasmas são usadas com o objetivo de esconder a origem do metal que é extraído de forma clandestina.

Estão espalhados pelo Brasil e se beneficiam da falta de fiscalização da ANM (Agência Nacional de Mineração).

A pesquisa

A expressão “garimpo fantasma” foi criada por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que perceberam a existência dessa prática em um estudo feito em colaboração com o Ministério Público Federal (MPF) e que foi anunciado em agosto de 2021.

Ao fazerem o cruzamento de dados entre a origem declarada do ouro e a geolocalização das lavras de garimpo através das imagens de satélite, os especialistas perceberam que várias se encontravam em um local de mata nativa, que não havia passado por nenhuma intervenção humana.

Na opinião de Raoni Rajão, professor da UFMG e um dos líderes do estudo, é tarefa da ANM fazer a fiscalização dos garimpos, o que deveria ser feito por meio de um acompanhamento mais detalhado do Relatório Anual de Lavra, documento que mostra a produção de minérios.

Com essa ‘maquiagem’ de dados, os garimpeiros se sentem à vontade para explorar terras indígenas.

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