Aquecimento global fez com que rio canadense sumisse de seu leito

Aquecimento global fez com que rio canadense sumisse de seu leito

Você já imaginou que um rio grande poderia, de repente, em apenas 4 dias, sumir, secar, desaparecer? Pois é, isso é possível e aconteceu, no final de 2016, com um grande rio do Canadá, o Slims river, que é alimentado pelo Glaciar Kaskawulsh, um dos maiores glaciares do Rio Yukon, no Alasca.

A notícia foi publicada pela revista Nature Geoscience como sendo o primeiro caso documentado de o que os pesquisadores chamam de “pirataria fluvial” – quer dizer, a água do rio, simplesmente, mudou de curso deixando o antigo cauce completamente seco.

O Rio Slims era um dos rios mantidos pelas águas de degelo do glaciar Kaskawulsh que seguiam um curso ao norte, descendo até a calha do rio. O Slims chegou a atingir até 150 metros de largura em seu ponto mais largo.

Mas, um degelo mais rápido do que o comum fez com que essa água se desviasse para o sul, inundando a calha do Rio Alsek, que desemboca no Oceano Pacífico – e foi essa a mudança radical, em 4 dias, durante a primavera de 2016, que secou o Rio Slims.

Os pesquisadores explicaram que a mudança repentina do curso das águas e o consequente desaparecimento do Rio Slims não era algo que tivesse sido previsto por eles: “Fomos até aquela região com a intenção de continuar com nossas medições no Rio Slims e, nos deparamos com o leito seco do rio” e “O delta superior que antes cruzamos em um pequeno barco agora é um caminho de terra e pó. A mudança na paisagem é incrivelmente dramática”, são algumas das declarações de James Best, geólogo da Universidade de Illinois, para o The Guardian.

Esta alteração aconteceu de maneira muito rápida e imprevista – isso tudo assusta e os cientistas dizem que não se sabe o que mais poderá acontecer mas que, evidentemente, outros rios poderão desaparecer como o Slims desapareceu em uma primavera.

Este é mais um exemplo dos resultados do descontrole climático a que nós, humanos, submetemos a natureza. É preciso lembrar que fazemos parte do ecossistema e tomarmos medidas urgentes, enquanto é tempo.

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Foto: Jim Best/University of Illinois

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