Incêndios na Austrália: mais de 180 pessoas são investigadas, 40 menores. Penas vão até 25 anos de prisão

Os incêndios que vêm destruindo o sul da Austrália há meses podem ter sido causados ​​por seres humanos. Inicialmente, acreditava-se que um raio fosse a causa do desastre.

Ontem (7), no entanto, a polícia de Nova Gales do Sul informou que, desde o início de novembro, vem tomando medidas legais e abriu um inquérito contra 183 pessoas, incluindo 40 menores de idade. Elas são suspeitas pelos incêndios que atingiram as áreas florestais australianas em setembro de 2019 e persistem incontroláveis até hoje. No total, o número de crimes relacionados a esses incêndios pode chegar a 205.

Até agora, 24 pessoas foram acusadas de iniciar deliberadamente os incêndios, 53 são investigadas por não respeitarem a proibição de acender fogo e 43 outras terão que responder por jogarem no chão objetos capazes de iniciar as chamas, como cigarros acesos.

Em um comunicado oficial, a polícia pediu que os cidadãos colaborem fornecendo evidências fotográficas ou em vídeo para encontrar outros criminosos, além de ter reforçado quais são as penalidades para quem inicia incêndios.

As chamas colocaram a Austrália em situação de emergência e vem causando mortes, evacuações, danos à residências e empresas, bem como a perda de grandes áreas de floresta e a morte de meio bilhão de animais, incluindo coalas e cangurus, morcegos, peixes e insetos polinizadores.

Quem acende fogo, provocando danos materiais e colocando em risco a vida de outras pessoas, ou quem não o apaga após tê-lo iniciado, pode levar de 12 meses a 25 anos de prisão. Estão previstas também multas financeiras, baseadas na gravidade das consequências desse gesto.

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