Crise hídrica: dessalinizar a água do Rio de Janeiro

Crise hídrica: dessalinizar a água do Rio de Janeiro

A seca que atinge o Brasil tem forçado os governantes dos estados a pensarem em soluções de curto e longo prazo para tentar resolver, ou ao menos amenizar os efeitos da forte estiagem. No caso do governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a ideia agora é aproveitar a abundância dos mares e utilizar sua água para abastecer sua população por meio do processo de dessalinização.

O governador, juntamente com seu secretário de ambiente, André Corrêa, agendou uma reunião com técnicos de Israel e da Espanha, países referência no mundo inteiro quando o assunto é a dessalinização da água do mar, no dia 10 de fevereiro para tratar da questão.

Em grande parte de Israel, aliás, é deserto, e mesmo assim não há problemas com falta de água devido ao processo avançado que o país desenvolveu para utilizar a água do mar em seu abastecimento.

O encontro servirá para discutir maneiras de iniciar o processo no Rio de Janeiro e garantir o fornecimento de água potável para o estado, mesmo em períodos de seca grave como a que ocorre agora. Os técnicos que irão representar Israel e Espanha na reunião projetos que tornam viável a utilização de água do mar.

Atualmente o nível da bacia do Rio Paraíba do Sul, que passa pelo interior de São Paulo, além de Minas Gerais e o do próprio Rio de Janeiro, chegou aos 0,49% de acordo com Agência Nacional de Águas (ANA).

Dos outros quatro reservatórios que abastecem o Rio, dois operam com volume morto. São eles Paraibuna e Santa Branca, ambos localizados em São Paulo, que também sofre com a estiagem, e os outros dois, Funil, RJ, e Jaguari também em SP, estão em níveis críticos e, em breve, precisarão da reserva técnica para continuar abastecendo os habitantes do Rio.

E mesmo com a expectativa de chuva intensa para o começo do mês de fevereiro, segundo informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), seriam necessários três dias, ou mais para elevar o nível dos reservatórios.

Ainda assim, o secretário André Corrêa descarta, a princípio, um racionamento de água na região, mas o governador Pezão não elimina essa possibilidade no futuro próximo.

O governador também precisou explicar a questão da sobretaxa na conta de água para a população que não economizar e frisou que "A parte mais sensível do ser humano é o bolso. Cansei de apanhar no Facebook sobre isso, então eu vou explicar: quando se fala em sobretaxa, é sobretaxa e bônus. Sobretaxa para quem é gastão e bônus para quem economiza".

Economia e chuva parecem ser as únicas soluções no curto prazo para tantos anos de falta de planejamento adequado.

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Fonte foto: freeimages.com