Polícia Militar Ambiental incinera material de pesca irregular

Polícia Militar Ambiental incinera material de pesca irregular

No último dia 10 de março de 2014, o grande volume de material de pesca apreendido pela Polícia Militar Ambiental ao longo dos últimos meses foi inutilizado, na cidade de Governador Valadares, no Estado de Minas Gerais. O conjunto de itens seria utilizado para realizar atividades pesqueiras na época da piracema – momento em que os peixes de águas fluviais se reproduzem, razão pela qual a pesca é proibida, configurando crime ambiental.

Entre os materiais reunidos pela polícia há: mais de 3.500 metros de rede para pesca, 14 molinetes, 22 tarrafas, 9 covos, 3 jequis, entre outros elementos que são muito comuns entre os pescadores, em áreas com rica hidrografia, como é o caso do interior do país.

É importante destacar que essa grande quantidade de materiais se deve ao fato de que é resultado de mais de 700 Boletins de Ocorrência entre os meses de novembro de 2013 e fevereiro de 2014, o que já garante uma pequena ideia do comportamento predatório de uma parte das pessoas que lidam com a pesca, seja profissionalmente, ou, sobretudo, de forma amadora. No total, foram levadas à delegacia sete pessoas para averiguações, por parte das autoridades policiais. Só na cidade de Governador Valadares quatro pessoas foram detidas, sob a acusação de pesca ilegal.

O que causou estranheza, além da notícia, foi o modo pelo qual esses materiais de pesca foram destruídos. Tudo foi levado, pela polícia, até um local no Distrito Industrial de Governador Valadares para incineração, que foi acompanhada, inclusive, por um profissional membro do Instituto Estadual de Florestas – IEF – de Minas Gerais. Embora esse material devesse ser realmente inutilizado, por se constituir em instrumentos para execução de crime, o que gera reflexão é a necessidade real de incineração.

Como sabemos, o processo de queimada libera gases muito nocivos para a atmosfera, sendo prejudicial até mesmo à camada de ozônio. Segundo a polícia, a queima de material é realizada periodicamente, porque não há espaço disponível para fazer o armazenamento de todo esse material.

Claro, é compreensível a questão da falta de estrutura de nossas autoridades, para a investigação de crimes, sobretudo os ambientais. Agora, o que parece ser muito improvável é que, para defender o meio ambiente, se produza mais poluição.

E você, o que acha da prática? Mesmo com seus danos, é positiva? Deveria ser revista? Quais seriam as opções possíveis? Compartilhe conosco seu pensamento.

Fonte foto: Stock.Xchng