Lagartixa – reprodução, curiosidades, alimentação e muito mais

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Lagartixa

Talvez elas só percam para os cachorros e gatos como habituais visitantes – e, muitas vezes, moradores – das residências. As lagartixas fazem parte da vida de quase todo mundo, passeando pelas paredes com seus olhos arregalados. Alguns, a toleram, outros, a admiram, mas há aqueles que têm verdadeiro pavor só de ver esse bichinho. No entanto, não existem motivos para temer esse réptil, muito pelo contrário. Ele faz um bem enorme no controle de pragas domésticas e até mesmo da dengue. Quer saber mais sobre as lagartixas? Confira abaixo tudo sobre elas.

 

1. A família delas

A lagartixa é originária da África, e pertence à família dos Geconídeos (Gekkonidae), répteis escamados da subordem dos lagartos.

Entre os biólogos, as lagartixas são carinhosamente apelidadas de Gekko.

Elas vivem em climas temperados e quentes.

O nome lagartixa é derivado de lagartija, termo castelhano.

Em algumas regiões, elas são conhecidas também com osgas, taruíras, catongas, bibas, entre outras denominações.

2. A lagartixa doméstica

A lagartixa doméstica (Hemidactylus mabouia) é a mais facilmente encontrada. Geralmente é bem pequena, apresentado dimensões que variam entre 20 mm a 110 mm. Muito comum no ambiente urbano, é nativa da África e se alimenta de pequenos insetos. Gosta de lugares úmidos, como o banheiro, por exemplo.

Não faz nenhum mal aos humanos, e até prefere manter distância deles.

3. Reprodução

As lagartixas são ovíparas, ou seja, põem ovos.

Podem produzir até duas ninhadas por ano, e cada uma delas conter dois ovos. Os filhotes das lagartixas nascem após cerca de 42 a 84 dias. Nas matas, os ovos ficam nas cascas das árvores ou na terra. Já nas casas, em frestas úmidas, como janelas ou em cantos com acúmulo de objetos.

4. Curiosidades

Esses bichinhos possuem algumas curiosidades muito interessantes, como, por exemplo:

  • Lagartixas, geralmente, enxergam muito bem à noite, graças a seus hábitos noturnos. Os olhos delas são 350 vezes mais sensíveis à luz do que os olhos humanos;
  • Elas ficam fixas nas paredes e até mesmo no teto, por causa de microcerdas que possuem nas patas, que garantem força de atração na superfície, evitando que elas caiam;
  • Quando em perigo, elas podem soltar a própria cauda para “enganar” os predadores. Nesse caso, a cauda fica se debatendo, enquanto elas somem das vistas dos seus algozes. Depois podem voltar ao local para comer a cauda perdida (isso por que a cauda é rica em nutrientes importantes para elas). A esse fenômeno dá se o nome de autonomia caudal. Porém uma vez que ela perca a cauda, a nova nunca será igual; pois não contará com ossos, apenas cartilagens;
  • Algumas espécies para se livrar de predadores conseguem se camuflar e até mesmo emitir ruídos;
  • O tempo médio de vida de uma lagartixa é de 8 anos.
 

5. Alimentação

Lagartixas têm uma alimentação bastante variada, podendo incluir no cardápio aranhas, escorpiões, insetos e baratas.

Elas tendem a buscar por comida ao entardecer e procurar locais com luz. Algumas delas podem até mesmo comer carne, como pequenos roedores.

Esta dieta da lagartixa é uma das responsáveis por fazer delas amigos dos humanos, livrando o ambiente de pragas domésticas.

6. Cores e diferenças

Existem muitos tipos de lagartixa no mundo, cada uma com peculiaridades de cor, tamanho e hábitos. Entre elas é possível destacar:

  • a lagartixa-verde, originária da Nova Zelândia,
  • a lagartixa-gato,
  • a doméstica,
  • a anã de cabeça amarela, facilmente encontrada na Tanzânia,
  • a de cauda azul, a Teratoscincus – espécie extremamente frágil -
  • a Madagascariensis,
  • a Gold Dust, que come de tudo até néctar de plantas,
  • a lagartixa da Turquia,
  • a Rhacodactylus
  • e a Tokay, essa última conhecida por ser temperamental e permanecer mordendo o objeto escolhido por até 1 hora.
E ainda novas espécies estão são descobertas:
 

7. Morte

Um dos benefícios de ter uma lagartixa por perto é que elas podem ser bem importantes no controle de alguns bichos bastante perigosos, como a aranha-marrom, cuja picada pode causar até necrose do tecido da pele.

Ela ainda ajuda no combate aos mosquitos transmissores da Dengue e Febre Amarela, doenças que podem ser letais, se não tratadas.

8. Doenças

Embora algumas pessoas tenham medo, é importante lembrar que as lagartixas não são transmissoras de nenhuma doença, e como mencionado, preferem manter certa distância dos humanos.

9. As lagartixas são lindas. Veja as espécies mais bonitas!

O vídeo abaixo mostra a beleza destes animais:

10. Importância ecológica

As lagartixas são importantes no controle de pragas domésticas, ajudam a combater mosquitos transmissores de doenças e livram o ambiente dos incômodos das baratas, escorpiões e outros insetos.

Elas são essenciais para o ecossistema por possuírem também táticas diferentes, como a autonomia caudal para enganar predadores e o hábito de usar a cauda como reserva de comida, quando estão hibernando ou sem alimento.

Esperamos que depois estas informações ninguém mais tenha medo ou nojo de lagartixa e, menos ainda, tenha coragem de matar uma delas. São adoráveis!

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