UNEA repercute Rio+20 com propostas mais severas para proteção ambiental

UNEA repercute Rio+20

A primeira edição da Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA, na sigla em inglês) foi realizada na última semana de junho, em Nairobi, capital do Quênia. Considerado o maior evento voltado para o meio ambiente, desde a Rio +20 – a Convenção das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – de 2012.

Na UNEA, todos os compromissos expostos no encontro feito há dois anos no Rio, foram reafirmados pelos 1.2 mil delegados do meio ambiente que estavam presentes – representando 160 nações do mundo. Além dessa reiteração, mais 16 resoluções foram aprovadas.

O Brasil na UNEA 2014

O Brasil, através da figura de Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente, ofereceu US$ 1 milhão – cerca de US$ 2.5 milhões – para o Programa da Organização das Nações Unidas (PNUMA) voltado para a promoção de padrões de consumo e produção sustentáveis, que dá prioridade às atividades de países em desenvolvimento.

Teixeira afirmou, em seu discurso, que a sustentabilidade é, sem dúvida, o modelo de desenvolvimento a ser adotado pelas nações, e que tal guinada sustentável deve ser promovida, prioritariamente, pelos países desenvolvidos e industrializados, pelo fato de, na opinião da ministra, serem os campeões em consumo e poluição. Mas nem só desses países seria feita a iniciativa de proteção ao meio ambiente, mas sim também da iniciativa privada e dos cidadãos do mundo, como um todo.

Encontro de BRICS na UNEA

A ministra ainda aproveitou a oportunidade para se reunir com os representantes dos chamados BRICS – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul – mas uma nova rodada de discussões sobre o tema, entre o grupo, está programada para 15 de julho, na cidade de Fortaleza, capital do Ceará.

Resoluções UNEA

As duas principais resoluções da UNEA são, em primeiro lugar, um reforço em relação à busca de uma melhor qualidade do ar atmosférico, com medidas mais efetivas no controle de emissões e outros; e ainda o combate mais intenso aos crimes ambientais, com foco no tráfico de animais silvestres. Estimativas dão conta de que cerca de US$ 213 bilhões (R$ 468,6 bilhões) são movimentados pelo comércio ilegal de itens extraídos da natureza e/ou animais.

O último ponto ficou por conta da questão de um controle mais severo da produção de resíduos e seu depósito em mares e oceanos.