Danos provocados pela invasão humana ameaçam 100 sítios considerados Patrimônios Mundiais Naturais

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Patrimonio Natural Mundial

Quando falamos dos riscos de extinção que muitos animais enfrentam, às vezes não nos damos conta de que o ambiente em que eles vivem também sofrem ameaças. Afinal, todo o ecossistema é afetado quando um dos seus elementos está vulnerável.

Isso é o que vem acontecendo com cerca de 100 lugares considerados Patrimônio Mundial Natural. Um recente estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland (Austrália) e da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), afirma que a gravidade da situação nessas localidades se deve aos danos provocados pela invasão humana.

Os patrimônios naturais mais ameaçados

O continente mais afetado é a Ásia, enquanto o menos afetado é a Europa. Cerca de 63% da marca humana aumentou em todos os continentes nos últimos 20 anos, com exceção da Europa. No topo dos lugares mais ameaçados pela destruição do homem estão:

• Parque Nacional de Yellowstone, EUA

• Parque Internacional da Paz Waterton Glacier entre o Canadá e os EUA

• Parque Nacional de Simien, Etiópia

• o santuário de vida selvagem Manas Wildlife Sanctuary na Índia

• Parque Nacional de Chitwan, no Nepal

• Parque Nacional de Komodo, na Indonésia

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A invasão humana nesses locais tem muitas marcas: construção de estradas, agricultura, urbanização e infraestrutura industrial, que levam à perda da extensão de florestas, segundo informa O Globo.

O Brasil também tem sítios naturais afetados pelo impacto da ação humana. Entre eles estão o Parque Nacional do Iguaçu, o Complexo de Conservação do Pantanal, as Reservas de Mata Atlântica do Sudeste e o Complexo de Conservação da Amazônia Central.

Os patrimônios naturais sofrem com a intervenção da agricultura e do desmatamento, mesmo sendo áreas de preservação.

De acordo com James Allan, pesquisador de Queensland: "Estes sítios devem ser totalmente protegidos. Um sítio que perde até 20% de sua área florestal em duas décadas enfrenta uma situação alarmante a ser resolvida". Ele alerta que os danos ocorridos nos últimos 20 anos não podem mais ser reparados.

Dados para ajudar no combate à ameaça

O estudo, além de divulgar as áreas mais críticas, traz dados para ajudar no monitoramento das regiões naturais e, também, recomendações a serem tomados pela Unesco para evitar mais danos através de ações de proteção e preservação.

Mais um estudo que mostra o quanto a ação humana interfere em todos os lugares do planeta, mesmo naqueles que parecem isolados e protegidos.

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