Minas Gerais aposta na participação civil para evitar crise hídrica

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Minas Gerais aposta na participação civil para evitar crise hídrica

Enquanto São Paulo ensaia um racionamento d’agua, Rio de Janeiro estuda dessalinizar a água do mar, Minas Gerais aposta na aplicação do conceito de governança em sua Política Estadual de Recursos Hídricos. As três capitais brasileiras disputarão o prêmio da Capital Global do Desafio das Cidades da Hora do Planeta 2015, depois de terem recido juntas o Sustainable Transport Award neste ano.

O estado mineiro será o primeiro a aplicar o conceito de governança na gestão de seus recursos hídricos.

A intenção é monitorar a gestão pública das águas. Como sabemos, a crise hídrica que enfrentamos se deve por tantos fatores que vão desde o desmatamento ao desperdício d’água no próprio transporte desta, para o consumidor final. Ou seja, a gestão deste bem de maior importância, não tem sido aplicada de forma inteligente (para não dizer que tem sido aplicada de forma negligente mesmo). Mas o poder público apenas se preocupou com a tragédia anunciada, depois que esta bateu à porta da região sudeste do país.

Para se monitorar tal gestão, Minas pretende implementar indicadores que avaliarão pontos chaves da questão: se a participação social na agenda do setor hídrico funciona, se a política aplicada e a administração são adequadas para que se alcance o objetivo de prevenir crises hídricas, além de se utilizar um modelo de gestão dos recursos hídricos de uma forma mais sustentável.

A iniciativa conta com o apoio da WWF por meio de seu Programa Água Viva que listou uma série de indicadores apropriados ao acompanhamento da governança dos recursos hídricos, para que decisões sobre como, e o que fazer, com o bem comum mais importante e preocupante do momento, sejam abertas à participação social, às entidades não governamentais que trabalhem nesta área, aos Comitês de Bacias e enfim, que se evitem transtornos em uma possível hídrica onde quem paga no final a conta da falta d’agua, acaba sendo sempre o povo e o trabalhador brasileiro.

A secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecilia Wey de Brito, comenta que temos uma das leis mais avançadas do mundo e podemos fortalecer a governança no setor hídrico para melhorarmos a quantidade, mas também a qualidade de nossas águas.

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