Ovo faz mal à saúde? Muito provavelmente, revela nova pesquisa


Uma meta-análise de 6 estudos científicos sobre os efeitos do consumo de ovo para a saúde, envolvendo 30 mil pessoas que foram acompanhadas por 17 anos, revelou que muito provavelmente esse alimento faz mal à saúde.

O estudo foi publicado no periódico oficial da Associação Médica Americana, Journal of the American Medical AssociationJAMA, uma instituição médica com 136 anos de história nessa área.

O estudo

O estudo divulgado pelo The New York Times demonstrou que o consumo de 300 miligramas de colesterol por dia eleva em 17% o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e em 18% o risco de morte prematura.

O ovo portanto é um agente causador do aumento do colesterol ruim no sangue pois, um ovo grande possui em média 180 miligramas de colesterol, assim, ao comer dois ovos por dia, corre-se o risco apontado no estudo.

Mas deve-se atentar ao fato de que o ovo é um ingrediente presente na grande maioria dos produtos industrializados: salgadinhos, bolos, pães, empanados e outros alimentos isso, por consequência, aumenta a quantidade de colesterol consumida.

De acordo com o estudo, mesmo que a pessoa consuma apenas metade de um ovo por dia, o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares aumenta em 6% e o risco de morte prematura sobe para 8%, comparado com o risco de uma pessoa que não come ovos.

O Dr. Robert H. Eckel, professor de medicina na Universidade do Colorado, nos Estados Unidos é responsável pelo editorial que acompanha o novo estudo. Sobre essa pesquisa ele faz a seguinte afirmação:

“Já existem dados suficientes para fazer uma forte afirmação de que os ovos e a ingestão dietética geral de colesterol continuam a ser importantes para afetar o risco de doença cardiovascular, e mais ainda o risco de mortalidade por todas as causas.”

Já a pesquisadora Norrina B. Allen, líder do estudo, disse:

“Este estudo leva em conta a qualidade geral da dieta e ajusta-se a ela. Nós realmente nos concentramos nos efeitos independentes dos ovos e do colesterol dietético. Por exemplo, pessoas mais saudáveis tendem a comer mais ovos porque sentem que há muita proteína neles, mas mesmo para pessoas saudáveis com dietas saudáveis, o efeito prejudicial dos ovos e do colesterol foi consistente.”

Claro que deve-se considerar a individualidade de cada organismo bem como o estilo de vida e a dieta de cada pessoa, mas esse estudo é um dos mais recentes e mais amplos sobre o consumo de ovo. Portanto, se quisermos responder à pergunta do título, sobre o consumo de ovo ser ou não prejudicial à saúde, a resposta é: provavelmente sim!

Ainda há necessidade de novas pesquisas para se aprofundar na relação do consumo de ovo com o aumento do colesterol ruim e doenças cardiovasculares.

Além da questão saúde…

Na Natureza uma galinha pode chegar a botar 30 ovos por ano, já as galinhas criadas para fins comerciais, tem seus organismos adulterados por hormônios e manipulação genética, com a finalidade de botarem até 350 ovos por ano.

Outra crueldade praticada à estas aves exploradas na indústria de ovos é a morte de bilhões de pintinhos machos.

Além disso, a produção de ovos é extremamente abusiva, agressiva e antiética.

Cada ovo colocado pela galinha absorve cálcio do seu organismo, por isso, as galinhas poedeiras geralmente sofrem de osteoporose, têm ossos fracos e mal-formados em comparação com as galinhas selvagens.

Outra questão é que as galinhas criadas em granjas industriais vivem aglomeradas em locais, onde são acondicionadas sob a luz artificial, para serem estimuladas a botarem ovos além do seu ciclo natural.

Existem relatos de que existem granjas industriais que deixam as galinhas sem alimento e água por dias, para estimulá-las a botarem mais ovos e que essa prática pode ser aplicada por até três vezes antes da galinha ser encaminhada para o abate.

Outro efeito desastroso da produção de ovos de granja comercial e industrial é que as galinhas poedeiras de tão exploradas que são, acabam sofrendo de vários males como: peritonite, esteatose (síndrome do fígado gorduroso) e fadiga crônica, prolapso uterino, câncer de ovário.

Na Natureza uma galinha vive em média dez anos, mas no sistema industrial a sua expectativa de vida é de um a dois anos ou até alguns meses.

Essa triste realidade pode ser mudada, depende de cada um de nós e de nossa escolha, pois já existem substitutivos do ovo, tanto a nível natural e caseiro como industrial.

Como visto, há razões de vital importância para deixar de consumir ovo, pois, além de representar prejuízo à vida das galinhas, também causa danos à saúde humana.

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Deise Aur

Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos Fala e escreve para greenMe desde 2017.


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