#BrequedosApps: greve dos entregadores de aplicativo. Como você pode apoiar?

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É já um movimento histórico o dessa classe de trabalhadores que não sendo representada por sindicatos, se uniu numa forma de atacar o monopólio e lutar por melhores condições de trabalho.

Quando há uma paralisação do tamanho da que aconteceu ontem, 1°, na Av. Paulista, chama-se a atenção, consegue-se visibilidade, mobilização nas redes sociais e representação coletiva.

Como apoiar

Além da paralisação com passeata na Avenida Paulista, o movimento nas redes sociais foi intenso e no Twitter, junto com as #BrequeDosApps, #GreveDosApps, os perfis pediam para as pessoas apoiarem o movimento seguindo um “pequeno manual” contendo as seguintes instruções:

  • Não faça pedidos por nenhum aplicativo hoje
  • Use as #BrequeDosApps, #GrevedosApps
  • Caso precise pedir comida, ligue diretamente no restaurante do bairro
  • Dê nota baixa nas lojas dos aplicativos
  • Cobre posicionamento dos aplicativos
  • Compartilhe informação diariamente

Se não deu tempo de você contribuir no dia da paralisação, você ainda pode fazer sua parte e ajudar o movimento.

 

Dê a nota e cobre

Se já fez algum pedido por aplicativo e deixou de avaliar o serviço, ainda é possível fazê-lo. Vá até a plataforma e dê nota mínima, ou uma estrela.

Acesse a loja de aplicativos do seu celular e avalie negativamente empresas como Rappi, Uber Eats, Loggi, Ifood entre outras, explicando categoricamente que elas não cumprem com sua obrigação e não assumem sua responsabilidade social.

Cobre ou continue cobrando responsabilidade dessas empresas, afinal, elas dominam o mercado, formam monopólios e não é justo, legal nem moral justificar oferta de emprego com péssimas condições de saúde, higiene e segurança no trabalho, lucrar com o esforço dessas pessoas, e ao mesmo tempo, isentar-se totalmente de qualquer obrigação para com os trabalhadores.

As condições de trabalho

Os entregadores não recebem refeição, sequer têm um local para se alimentar, tendo que comer na rua, não têm banheiro, ficam debaixo do sol e chuva, enfrentam todos os riscos sem proteção ou qualquer contrapartida.

Isso sem se falar na total ausência de responsabilidade das empresas e a negativa e recusa ao reconhecimento do vínculo do emprego, deixando os entregadores completamente abandonadas à própria sorte, sem amparo dos serviços de assistência e proteção, INSS, FGTS e todos os direitos inerentes aos trabalhadores, mesmo que formalmente sejam  e prestem serviços diretos em benefício de uma grande empresa que recebe seus lucros, porém, não se obriga nem se responsabiliza a nada.

E para finalizar, continue divulgando conteúdo e informações sobre o tema, afinal, a propaganda é arma do negócio, quem sabe com a imagem vinculada às práticas abusivas, as empresas monopolistas decidam agir com responsabilidade social.

Segundo reportagem da Tilt, do Uol, o iFood se manifestou dizendo que

“As notas no app não mudaram nos últimos sete dias. No momento, ainda não é possível avaliar impactos.”

Esse é o sinal da importância que o movimento ainda precisa alcançar.

Veja no vídeo abaixo as pautas dessa manifestação.

Quem puder, colabore.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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