Proibir a venda de cigarro para salvar os jovens do tabagismo. Será que funciona?

Proibir a venda de cigarro para salvar os jovens do tabagismo. Será que funciona?

No início do mês, a Nova Zelândia anunciou que pretende proibir a venda de tabaco para pessoas que nasceram a partir de 2008, como uma medida para salvar os jovens do tabagismo.

A ideia é que até 2025 a venda de cigarros para quem hoje tem 14 anos ou menos seja proibida. Outra medida, é garantir que os produtos vendidos tenham uma quantidade menor de nicotina, além de diminuir os pontos de venda, o que preocupa alguns críticos.

Será que funciona?

Alguns críticos  questionam alguns aspectos dessa medida. Por exemplo, ao diminuir a quantidade de nicotina, pode ser que as pessoas terão que comprar muito mais cigarros para suprir a necessidade de nicotina a que estão acostumados, prejudicando a população fumante de baixa renda.

Por outro lado, segundo estudos, a quantidade usada para produzir esses novos cigarros seria a ideal para ajudar as pessoas intencionadas a pararem de fumar.

O número de fumantes tem caído nos últimos anos no país, mas o que dizem é que o
cenário pode mudar com a proibição, já que é algo voluntário e, quando proibido, acaba gerando mais desejo de consumo.

Isso pode marcar o fracasso do projeto.  Além do mais, onde há proibição há sempre um mercado ilegal pronto para atuar.

Liberdade de escolha

Por que fumar cigarro é uma questão de saúde pública se cada um faz do seu corpo o que quiser?

Pois é! É questão de saúde pública por dois motivos: um porque os danos causados pelo tabagismo acabam muitas vezes, dependendo do país, sendo custeado pela serviço de saúde pública. Outro motivo é o fumo passivo.

Se fumar prejudica o outro, medidas como proibir o fumo em locais públicos e fechados já existem na maioria dos lugares. Poderia-se pensar em proibir nos lugares públicos e abertos mas proibir que a pessoa fume sozinha em sua casa é tirar a liberdade de escolha da pessoa. Ou não?

O que você acha?

Opinião dividida

Esta poderia ser uma medida a se comemorar se fosse considerada um avanço para a saúde pública, uma lei de última geração.

Em contrapartida, autores de múltiplos estudos mostram que os próprios fumantes disseram que preferiam nunca ter começado a fumar, ou seja, talvez a melhor medida fosse a prevenção em vez da proibição.

A previsão para a lei entrar em vigor já é em 2022. O objetivo é o de aplicar leis mais rígidas para ampliar o controle sobre a saúde dos fumantes.

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