Câncer colorretal: encontrada a campainha de alarme nas bactérias intestinais

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Bactérias específicas e certos microrganismos podem estar associados a um risco aumentado de contrair câncer colorretal. A microbiota intestinal, na verdade aquele complexo ecossistema de bactérias, fungos e vírus de pessoas afetadas por esse tipo de tumor, teria características muito específicas, o que permitiria um bom diagnóstico precoce.

Isso é o que acaba de ser revelado por um grupo de pesquisadores internacionais, coordenados pelo Departamento de Cibio da Universidade de Trento, em um estudo publicado na revista Nature Medicine. O grupo de cientistas analisou milhares de amostras, chegando precisamente à correlação entre a composição do microbioma intestinal e o câncer colorretal. Isto é, uma neoplasia que se desenvolve a partir de grupos de células da parede interna da parte final do sistema digestivo.

As causas deste tipo de câncer incluem hábitos alimentares incorretos e estilo de vida, mas também fatores genéticos. Agora, novas pesquisas sugerem que até mesmo o microbioma intestinal poderia desempenhar um papel importante na doença, abrindo caminho para um diagnóstico precoce.

O estudo

Para realizarem o estudo, os pesquisadores analisaram mil amostras fecais, usando metagenômica computacional, tiradas de populações muito diferentes: dos Estados Unidos ao Japão, passando pelo Canadá, China, Itália e outros países europeus.

Com métodos avançados de bioinformática desenvolvidos ad hoc, o material genético das amostras foi sequenciado em maneira massiva e paralela, identificando os organismos e os genes microbianos presentes.

“O sequenciamento massivo do material genético presente nas amostras permite identificar, através de métodos avançados de bioinformática, organismos microbianos e genes presentes no microbioma intestinal”, explica a bioinformática Nicola Segata, coordenadora do estudo.

Em amostras fecais de pessoas com câncer colorretal, foi observada a presença de um conjunto de marcadores bacterianos da doença, a partir do Fusobacterium nucleatum, já associado à neoplasia. Mas também a uma dúzia de outros tipos de bactérias que fortaleceriam essa associação.

“O aspecto interessante é que o conjunto de bactérias fortemente associadas ao câncer colorretal é o mesmo em populações distintas que geralmente têm um microbioma intestinal bem diferente”, diz Segata.

Microorganismos associados ao câncer colorretal, seriam também cópias de um gene que codifica uma enzima (cutC), envolvida na produção de trimetilamina, uma molécula associada por alguns estudos com maior risco de desenvolver o câncer colorretal.

“Observamos que em indivíduos que sofrem de carcinoma, o microbioma possui um número estatisticamente maior de cópias de um gene que codifica uma enzima chamada cutC. Essa enzima está envolvida no metabolismo da colina – um composto orgânico da dieta – e consequentemente na produção de uma molécula (trimetilamina) que tem sido associada em outros estudos com maior risco de contrair câncer colorretal”.

Ou seja, a descoberta dessa forte ligação entre o microbioma intestinal e o câncer colorretal pode ajudar no diagnóstico precoce da doença. Por isso, é muito importante realizar os exames de rotina, mesmo que não haja sintoma algum.

Quem sabe essa análise passe a fazer parte dos exames de prevenção e, agora que já sabemos que é possível prever o câncer colorretal, não custa se informar melhor e melhorar os hábitos de vida!

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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