Il manicomio dei bambini
Il manicomio dei bambini

O manicômio das crianças amarradas e torturadas com eletrodos

Amarradas às camas, entupidas de medicina e frequentemente ligadas a eletrodos aplicados em seus órgãos genitais para ‘educar e domar’. Se as paredes da Villa Azzurra, o chamado manicômio das crianças, pudessem falar, falariam apenas de horror. Aqui está o que aconteceu dentro desse lugar.

Um verdadeiro campo de tortura que foi fechado definitivamente em 1979. Mas a impressionante Villa Azzurra ainda existe, em total estado de abandono. Ela está localizada em Turim, na Itália, e por tanto tempo foi um lugar macabro.

Os horrores de dentro da Villa Azzurra

As crianças eram ali internadas porque ‘ineducáveis’ e ‘perigosas para si e para os outros’, Tinha crianças de até 3, 4 anos de idade, que eram amarradas aos portões do jardim ou aos aquecedores, na cama ou fora, ao frio, se se mostravam muito agitadas ou lamentosas.

A foto de uma menina de 10 anos, amarrada à cama, nua e com os olhos resignados, publicada no jornal italiano L’Espresso em 26 de julho de 1970, fez explodir o escândalo do manicômio dirigido pelo professor Giorgio Coda (que mais tarde foi julgado e condenado por maus tratos) .

Coda era incentivador, por exemplo, do uso de eletrodos ligados a órgãos genitais quando as crianças faziam xixi na cama. Que culpa tinham essas crianças? Talvez a de serem muito vivazes como a grande maioria das crianças saudáveis, ou a de terem sido filhos ilegítimos e ou indesejados por alguém? E o que aconteceu com elas? O quanto essa experiência dramática marcou suas vidas?

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Tudo vem contado no livro de Alberto Gaino ‘Il manicomio dei bambini‘ que fala precisamente daqueles quartos que deveriam ter sido um “departamento médico-pedagógico” comum.

Mas de pedagógico, explica Gaino em suas páginas, não havia nada nessas detenções de horror. Testemunhas ouvidas falam de violência, tortura, mortes causadas por tratamentos extremos, motivados por uma presunta ciência experimental que na verdade estava mais para bruxaria: como no caso de Ignazio, que morreu amarrado nu em uma cama.

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Gerardo, o último a deixar o manicômio, nos anos 80, vive em um asilo em uma colina e fala como criança, bem como Spartacus, que também foi uma das vítimas do ‘médico eletricista’ que finalmente aos 60 anos de idade, depois de ter passado anos ​​em outros asilos, finalmente encontrou uma família graças ao “Iesa”, um projeto para a designação de pacientes psiquiátricos presente em toda a Itália.

O que essas e outras crianças presas têm em comum? A infância roubada e as marcas indeléveis sobre o corpo e a mente delas, horrores e violência que o Estado sabia, mas omitiu por tanto tempo.

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“Eu tinha três anos quando uma assistente social me levou para Villa Azzurra que dessa cor não tinha nada. Eu fui parar ali porque aquela boa mulher, minha mãe, me teve com um homem que da paternidade não quis saber nada, e eu nunca nunca o conheci. Ela era jovem e sozinha”, conta o início do livro.

Villa Azzurra tornou-se um sucesso da mídia nos anos 70 e foi desmantelada após a passagem da Lei n° 180, a famosa Lei Basaglia que aboliu os manicômios em 1978. Mas ninguém pode apagar da história esses dias de terror. Como Gaino define: foi uma das maiores vergonhas da Itália.

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A sentença de Coda

Em 11 de julho de 1974 ocorreu o julgamento de Coda que foi considerado culpado por “abuso nos meios de correção” e foi condenado à 5 anos de prisão, a pagar as custas judiciais e à proibição de por 5 anos praticar a profissão de médico.

Que horrores como este nunca mais se repitam na história da humanidade! E há ainda quem defenda a violência e a tortura como métodos “educativos”.

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