O isolamento social não está sendo cumprido em várias regiões do país. O que dizem as pesquisas

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Mesmo sabendo do risco de morte que a Covid-19 pode causar, muitas pessoas ainda seguem suas vidas como se nada estivesse acontecendo, principalmente nas periferias. Mas isso tem um motivo, veja o que dizem as pesquisas.

Uma pesquisa, divulgada pela Radioagência Nacional foi feita com 270 pessoas entre os dias 24 e 25 de março, nas periferias de seis estados brasileiros. Dessas pessoas, 83% dizem não se sentirem seguras diante dessa pandemia. No entanto, o medo do coronavírus não é suficiente para fazer as pessoas manterem o isolamento social.

Segundo Alberto Aleixo, diretor da ONG Redes da Maré, Rio de Janeiro, as casas nas favelas são muito pequenas para comportar uma quantidade grande de pessoas. Com isso, torna-se inviável conviver por muito tempo no mesmo lugar apertado.

Além disso, muitas pessoas que moram nas periferias são trabalhadores informais e precisam continuar trabalhando para sustentarem suas famílias. Apesar dessa necessidade, Aleixo afirma que a população no geral está se cuidando mais e evitando aglomerações, principalmente nas igrejas do complexo que foram fechadas.

Pesquisa Datafolha

O Datafolha divulgou nesta terça-feira (7), uma nova pesquisa feita entre os dias 1º e 3 de abril com 1511 brasileiros, por telefone. De acordo com informações do site Extra Globo, os dados obtidos foram os seguintes:

Sobre ficar em casa e manter o isolamento social (28% não estão cumprindo):

  • 24% estão saindo de casa para trabalhar ou fazer outra atividade;
  • 4% seguem a vida normalmente, sem mudanças;
  • 18% estão totalmente isolados;
  • 54% afirmam só saírem quando é inevitável.

Sobre o grau de preocupação com a pandemia:

  • 39% tem pouco medo;
  • 38% tem muito medo;
  • 23% não tem medo.

Sobre a possibilidade de infecção com coronavírus:

  • 81% acreditam que podem ser infectados;
  • 16% acreditam que não serão infectados;
  • 3% não informado.

Sobre a possibilidade de transmitir o coronavírus:

  • 72% acham que podem transmitir a doença;
  • 26% acham que não há risco;
  • 2% não informado.

Diante desses números, podemos concluir que ainda falta um certo consenso entre as pessoas sobre o risco do novo coronavírus. O pior de tudo é o fato de algumas pessoas não poderem cumprir as determinações de saúde e segurança por falta de estrutura e desigualdade social.

Fato é que quanto mais estreito fecharmos agora, mais cedo poderemos abrir e com menos danos. Portanto, a dica continua, e para quem pode mais do que nunca: #fiqueemcasa!

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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