Médicos Sem Fronteiras pedem investigação independente

Em comunicado veiculado em seus órgãos oficiais, a Dra Joanne Liu, presidente internacional do Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou a violação do direito internacional humanitário.

A organização Médicos Sem Fronteiras manteve, durante 4 anos, um centro de trauma em Kunduz, no Afeganistão. Este, o único centro que oferecia cuidados médicos e cirúrgicos essenciais, foi bombardeado no último sábado, 3 de outubro. O centro cirúrgico foi destruído, 20 profissionais do MSF e 10 pacientes foram mortos, 37 pessoas ficaram feridas, incluindo 19 membros da equipe do MSF.

O MSF é uma organização médica humanitária internacional que trabalha sob o amparo das leis do Direito Internacional Humanitário e nada justifica a violência exercida contra seu local de atuação, seus profissionais e seus pacientes.

Segundo o MSF, até prova em contrário, este ataque é considerado como crime de guerra e a organização pede uma investigação independente que busque os responsáveis pelo ocorrido e cobre as responsabilidades pertinentes.

Como diz no comunicado do MSF, “esse ataque não diz respeito só à MSF, mas afeta o trabalho humanitário em todos os lugares e abala fundamentalmente os princípios da ação humanitária”.

foto: msf

Não se pode aceitar que as forças em conflito, afegãs ou internacionais (EUA, NATO, de coalizão) se eximam do fato de que, por mais de uma hora bombardearam o centro cirúrgico do MSF, cuja localização e coordenadas eram conhecidas por ser compartilhadas regularmente com as forças militares.

Toda a humanidade precisa das respostas. Os responsáveis pela ação ocorrida ao hospital precisam ser encontrados. “A preservação de instalações de saúde como espaços neutros e protegidos dependem do resultado de uma investigação independente e transparente”, diz a declaração.

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Fonte foto capa: facebook