O reino de Frozen existe e fica na Áustria, mas corre o risco de colapsar pelo excesso de turistas

Hallstatt parece mesmo um lugar tirado dos contos de fadas e não admira que tenha inspirado a criação do reino de Arendelle, onde se passa a história de Frozen, o desenho da Disney que bateu recorde de bilheteria em 2013, com uma arrecadação de US$ 1,27 bilhão. Mas, desde que a heroína Elsa e sua irmã Anna caíram nas graças do público, o turismo cresceu exponencialmente.

O pequeno vilarejo alpino é patrimônio da Unesco desde 1997, no entanto, o título internacional nunca tirou o sono das 757 pessoas que vivem por lá. A situação agora é diferente: segundo informou o La Repubblica, da vizinha Itália, as autoridades locais querem encontrar uma forma de reduzir o fluxo de turistas, que hoje atinge a marca de 10 mil por dia. Ou seja, um número cerca de 14 vezes maior que o de habitantes.

“Hallstatt é um pedaço importante da nossa história e da nossa cultura, não é um museu. Queremos reduzir em pelo menos um terço o número de turistas, mas não sabemos como fazê-lo”, declarou Alexander Scheutz, prefeito da cidade.

Pelo andar da carruagem, seja lá qual for a solução, ela precisa vir rápido. Frozen 2 acaba de superar o filme anterior e um novo recorde foi estabelecido, com uma arrecadação de US$ 1,32 bilhão, tornando-se a animação de maior bilheteria de todos os tempos.

Só nos resta desejar boa sorte aos moradores de Hallstatt.

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Sobre Daia Florios

Daia Florios
Ingressou no curso de Ecologia pela UNESP e formou-se em Direito pela UNIMEP. É redatora-chefe e co-founder de GreenMe Brasil.

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