Balto
Balto

A verdadeira história de Balto, o cachorro que salvou uma cidade do Alasca de uma epidemia de difteria

O cão Balto, do famoso desenho animado Balto – Sua História Tornou-Se Uma Lenda, realmente existiu e realmente salvou uma vila inteira de uma epidemia.

Esse filme animado de longa-metragem foi baseado em fatos reais ocorridos no Alasca em 1925, contando a historia de Gunnar Kaasen e seu cão Balto, que cruzaram de trenó uma forte nevasca para salvarem crianças vitimadas por uma epidemia de difteria.

Com este acontecimento Balto tornou-se um herói mundial e virou astro do cinema!  

Sinopse do filme

Em 1925, a cidade de Nome, no Alaska, enfrenta um epidemia de difteria, doença que atinge principalmente os infantes e pode levar à morte; dezoito crianças já estão doentes. Uma delas é a dona de Jenna, uma cadela pela qual Balto tem uma certa paixão, e que também tem uma certa queda por Balto. O doutor da cidade precisa de mais antitoxinas contra difteria, pois o medicamento acabou em Nome. Um grupo de cães foram mandados para Nenana para trazer as antitoxinas, mas na volta houve um acidente e o “esquimó” desmaiou. Enquanto o trenó não chega, Balto vai ajudá-los; porém ele é atrapalhado por Steele, um cão que é seu rival. Balto acaba liderando o trenó e, na volta, tem um acidente, mas prova a ele mesmo que pode trazer as antitoxinas até Nome e se torna um herói. Steele é rejeitado e desprezado pelos outros cães.”

Os fatos reais da vida de Balto

Durante a violenta epidemia de difteria no Alasca, que acometeu várias crianças, era necessário encontrar um milhão de unidades de antitoxina. Mas o mau tempo não permitia que os aviões pudessem levantar voo e os icebergs não permitiam que os navios navegassem e atracassem. 

A saída foi utilizar o transporte com os cães levando trenó.

Na base de revezamento de cães, foram percorridas 674 milhas em cerca de 127 horas, em pouco mais de cinco dias, em uma temperatura média de 40 graus abaixo de zero.

O trenó guiado por Balto foi o que chegou na cidade de Nome em 2 de fevereiro de 1925, trazendo a antitoxina depois de percorrer 52 quilômetros com Gunnar Kaasen, por isso, esse cachorro ficou tão famoso e, até, foi feita em homenagem a ele uma estátua no Central Park, em Nova York esculpida por Frederick George em 1927.    

O heroico Balto morreu em 14 de Março de 1933, aos 14 anos, seu corpo foi embalsamado e se encontra no Museu de História Natural de Cleveland.

Com essa história, mais uma vez, podemos atestar a força e a nobreza da espécie canina!

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Fonte foto 

Sobre Deise Aur

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Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.

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