3 soluções da bioarquitetura para a sustentabilidade

soluções da bioarquitetura para a sustentabilidade

Em tempos de sustentabilidade nada melhor que buscar referências que possam servir para transformar nossas moradias, e consequentemente nossas vidas, em algo melhor. Pensando nisso, apresentamos a seguir três iniciativas fascinantes, de diferentes pontos do planeta, com o objetivo de mostrar construções sustentáveis que ajudam a melhorar a vida das pessoas.

1. Vegetable Nursery House

Fonte foto: archdaily.com

A primeira solução, vem da cidade de Hanói, no Vietnã. Construída por Hoang Thuc Hao e Vu Xuan Son em 2013, trata-se de um viveiro de plantas muito simpático, construído em um projeto de cooperação entre Irlanda e Vietnã. Além de ser um viveiro, ou berçário, para as plantas, a casinha é também um lugar para os agricultores descansarem e um lugar para as crianças visitarem e aprenderem sobre agricultura. Com área de 6m2 e 3,6 m de altura, únicos, curiosos e sustentáveis, este projeto dá uma perspectiva interessante aos infindáveis campos de arroz na região.

É feita de bambu e 2 mil garrafas pet recicladas pelos estudantes e pela comunidade.Os viveiros ajudam a regular a intensidade da luz solar no ambiente e a temperatura dos vegetais. Uma bandeja no telhado recolhe a água da chuva e ajuda na irrigação. Inclusive, se o clima mudar muito, ou se houver outras necessidades de plantio, o viveiro pode ser removido para outro ponto, pois é bastante leve.

2. Cidades Jardim

Já a segunda proposta vem da Europa e é localizada na cidade de Genebra, na Suíça. Ali, cada jardim se converteu em uma horta comunitária, ou seja, todo vizinho pode colher e consumir do mesmo jardim.

Fonte foto: The Gardening Apprentice

O esquema de plantio é o seguinte: o jardim de certa casa tem uma cultura, os jardins vizinhos, outras, assim, os alimentos da horta podem ser trocados entre os vizinhos, o que acaba transformando as relações entre eles.

Interessante pensar que, o que parece novo para nós, na verdade é um conceito absolutamente antigo, criado pelo médico Moritz Schreber, natural da Alemanha, no século XIX. Em 1864, em meio a uma campanha intensa para que as crianças tivessem mais áreas para brincar, certas casas começaram a transformar suas áreas externas, além de utilizá-las para plantio de alimentos. Em seguida, a Áustria e a Suíça aderiram ao projeto. O desenvolvimento arquitetônico da cidade de Roma, nos primeiros anos depois da primeira guerra mundial, favoreceu a construção do primeiro bairro operário da cidade, o bairro Garbatella, que se desenvolveu sobre as colinas que dominam a Basílica de São Paulo Fora dos Muros. O bairro inicialmente foi caracterizado por uma arquitetura do modelo da Cidade Jardim, que compreendia amplos espaços verdes cultiváveis para permitir aos trabalhadores a oportunidade de uma outra fonte de renda. Com o período fascista, os espaços verdes foram reduzidos e as habitações não foram mais construídas como casas, e sim como condomínios. Porém, o estilo cidade jardim permaneceu nos condomínios atuais que possuem jardins e hortas compartilhados entre os condôminos.

Há leis, em certos países da Europa, que protegem as hortas privadas. Em 2003, a Rússia assinou um documento para permitir que os cidadãos pudessem reservar uma parte da terra para o plantio de alimentos, sem quaisquer ônus.

3. Casas de Cob

Fonte foto: motherearthnews.com

Nosso último exemplo vem dos Estados Unidos, com uma casa que foi construída em uma hora por Coenraad Rogmans da organização House Alive!: é a casa feita de Cob.

Cob é um material de construção composto por terra, areia e palha, a prova de fogo, resistente às atividades sísmicas e de custo quase zero. Pode ser usado para criar formas artísticas, esculturais e tem sido divulgado recentemente pelos movimentos de ecológicos, como a permacultura e a bioconstrução.

A construção desta casa levaria apenas 24 horas para ficar pronta e resultaria em uma estrutura muito resistente. Sua origem remonta a milênios. As paredes da estrutura são bem grossas e as janelas são colocadas em reentrâncias profundas das paredes. Toda a área interior da construção promove equilíbrio térmico, com climas sempre agradáveis, mesmo nas mais variadas épocas do ano. Ponto importante, mesmo sendo produzidas a partir da argila, são bem resistente à água e aos raios solares. Não é à toa que tem feito tanto sucesso entre os ecologistas!