Meliponicultura: criação de abelhas sem ferrão que gera renda às comunidades tradicionais do Amazonas

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

A Coopmel, Cooperativa dos Criadores de Abelhas Indígenas, desenvolveu uma atividade que garante uma série de serviços ambientais e ainda gera renda às comunidades tradicionais do Amazonas.

Trata-se da meliponicultura, uma atividade de beneficiamento do mel produzido pelas abelhas nativas sem ferrão da Amazônia, cuja derrubada de árvores para a coleta do mel, é proibida.

Além de proibirem a derrubada de árvores, os cooperados plantam árvores que fornecem alimentos para as abelhas, ajudando na preservação das florestas e na subsistência delas.

De acordo com Hélio Vilas Boas, técnico do Grupo de Pesquisas em abelhas do INPA (Instituto de Pesquisas da Amazônia), o Brasil tem duas certificações para a realização desse tipo de atividade: uma no Paraná, com as abelhas indígenas Jataí e outra no Amazonas, com as abelhas Jandaíra.

O município de Boa Vista do Ramos, próximo a Manaus, foi o primeiro a conquistar o Selo do Serviço de Estadual (SIE), para comercializar esse tipo de mel. Além da conscientização com relação à abelha e o meio ambiente e a preservação das florestas, a meliponicultura também oferece outros benefícios tanto para quem cultiva, quanto para quem adquire o produto.

Isso porque, as abelhas sem ferrão auxiliam na produção de outras culturas, pois elas polinizam o terreno onde estão suas colmeias. Melhor ainda é saber que 90% dos meliponicultores deixaram de aplicar defensivos agrícolas nas lavouras, elevando ainda mais a qualidade do mel.

Com isso, eles conseguiram o selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), uma certificação muito importante que possibilita que o mel produzido seja comercializado nas lojas e supermercados do Estado. Esse selo atende aos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que indica que o mel produzido pela Coopmel está de acordo com as normas sanitárias exigidas para consumo humano.

Como surgiu a Coopmel?

A meliponicultura na região amazônica surgiu há mais de 15 anos como geração de renda, em parceria com a Imaflora, a Universidade Federal do Amazonas, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e com o Sebrae.

Atualmente são 72 cooperados, entre homens, mulheres e jovens localizados em 12 comunidades em Boa Vista dos Ramos, em Manaus. O grupo tem o apoio da Prefeitura de Boa Vista dos Ramos e da Nordesta Reflorestamento e Educação, participando também do Programa de Aceleração da Plataforma Parceiros da Amazônia.

De acordo com o presidente da Coopmel, Jair Rodrigues Arruda, o maior desafio da cooperativa no momento é a logística, pois mercado tem e o preço é até acessível. No entanto, eles pretendem investir em gestão e planejamento estratégico.

Assim como é definida, a Coopmel é um “empreendimento da economia solidária”, pois além de preservar as florestas e as próprias abelhas, ainda gera renda para as comunidades tradicionais do Amazonas. Isso faz dela um “negócio de impacto” e que continua em ascensão no Estado.

Precisamos de mais iniciativas como essa.

Talvez te interesse ler também:

FLORES IMPRESSAS EM 3D: NOVA FORMA DE SALVAR ABELHAS E INSETOS POLINIZADORES!

FLOW HIVE: A COLMEIA QUE RECOLHE MEL SEM PERTURBAR AS ABELHAS

VOCÊ SABIA QUE VEGANOS NÃO COMEM MEL? POR QUE NÃO COMEM?

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
Você está no Instagram?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Instagram
Siga no Facebook