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As cidades mais congestionadas (e poluídas) do mundo

A INRIX Inc., empresa que é líder mundial em análise de mobilidade e serviços de carros conectados, publicou seu Global Scorecard no qual identificou e classificou as tendências de congestionamento e mobilidade em mais de 200 cidades em 38 países.

A INRIX é pioneira no uso de inovação técnica para entender o movimento de pessoas, o que faz dela uma liderança para tornar a mobilidade urbana mais inteligente, aproveitando a conectividade de veículos, o gerenciamento avançado de estacionamento, os dados dinâmicos para planejamento urbano e a otimização do fluxo de tráfego para torná-lo mais seguro, limpo, mais conveniente e mais agradável para as pessoas chegarem aonde precisam ir.

A empresa trabalha com parceiros e agências públicas em mais de 60 países, a fim de tornar as sociedades cada vez mais móveis.

Caos em Londres e Birmingham, Reino Unido

O 2018 Traffic Scorecard analisou, no Reino Unido, o congestionamento e a sua gravidade em suas 20 principais áreas urbanas. A conclusão apontou que os motoristas no Reino Unido perderam uma média de 178 horas por ano devido ao congestionamento, custando aos condutores £ 7.9 bilhões em 2018, uma média de £ 1.317 por motorista.

Londres (227 horas perdidas devido ao congestionamento) e Birmingham (165 horas) foram classificadas como as duas cidades mais congestionadas pelo impacto geral da INRIX no ranking de congestionamento no Reino Unido.

O congestionamento custou aos britânicos bilhões de libras por ano. Se isso não tiver uma resposta, continuará a ter sérias consequências para as economias nacionais e locais, empresas e cidadãos nos próximos anos”, disse Trevor Reed, analista de transportes da INRIX. “A fim de evitar que o congestionamento do tráfego se torne um dreno adicional em nossa economia, é cada vez mais óbvio que as autoridades precisam se adaptar. Com a ajuda de novas e inovadoras soluções inteligentes de transporte, podemos começar a enfrentar os problemas de mobilidade que enfrentamos hoje “, destaca Reed.

As cidades mais congestionadas do mundo

Em nível global, Moscou liderou a lista das cidades mais engarrafadas do mundo (210 horas perdidas devido em congestionamento), seguida por Istambul, Bogotá, Cidade do México e São Paulo.

A participação das cidades latino-americanas não é uma surpresa, devido à sua rápida urbanização, altos níveis de assentamentos informais, topografia e volatilidade financeira.

São Paulo em 5° e Rio de Janeiro em 7° lugar entre as 10 cidades mais congestionadas do mundo!

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Soluções

Bons dados é o primeiro passo para lidar com o congestionamento.

A aplicação de big data para criar sistemas de transporte inteligentes é fundamental para solucionar problemas de mobilidade urbana. Os dados e análises da INRIX sobre tráfego, estacionamento e movimento populacional ajudam os planejadores urbanos e engenheiros a tomarem decisões baseadas em dados para priorizar os gastos, a fim de maximizar os benefícios e reduzir os custos agora e para o futuro.

Comentando o relatório, Glynn Barton, diretor de gerenciamento de rede da TfL, disse:

“Estamos tomando medidas corajosas para reduzir o congestionamento e melhorar a baixa qualidade do ar de Londres. Isso inclui a remoção da isenção de taxa de congestionamento para veículos particulares de aluguel e a redução do tempo necessário para esclarecer incidentes não planejados, garantindo que as obras rodoviárias de empresas de serviços públicos e outras sejam melhor coordenadas. Também estamos trabalhando com o setor de frete para incentivar entregas mais eficientes em toda a capital”.

As principais conclusões do INRIX 2018 Traffic Scorecard fornecem uma referência quantificável para governos e cidades em todo o mundo para medir o progresso para melhorar a mobilidade urbana e acompanhar o impacto dos gastos em iniciativas de cidade inteligente.

O caos da poluição em São Paulo

Em uma cidade como São Paulo é evidente que o problema de mobilidade é um assunto, também, relacionado à moradia e à desigualdade social. Mas a relação não para por aí: o problema de mobilidade gera a poluição do ar, que afeta muito mais os passageiros de ônibus, os motoristas e trocadores que gastam mais tempo em um trajeto do que os passageiros de metrô, por exemplo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como limite de exposição a material particulado 20 µg/m3 (micrograma por metro cúbico de ar), um índice que já foi superado por todas as estações de monitoramento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), de acordo com o Jornal da USP no Ar. A publicação afirma que algumas delas já atingiram 40 microgramas de material particulado, como as estações de Osasco, Grajaú e Mauá.

O Jornal da USP no Ar entrevistou Maria de Fátima Andrade, professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, para saber mais acerca das implicações da exposição à poluição entre os usuários de automóveis, metrô, trem e bicicleta durante o trajeto casa-trabalho.

“Aqueles que moram em regiões mais afastadas ficam muito mais tempo expostos e, em geral, as concentrações são mais elevadas em regiões mais periféricas da cidade”, explica Andrade.

A professora ressalva que:

“Não considerar somente o tráfego como uma questão de planejamento, mas também levar em consideração a exposição a que as pessoas estão sujeitas.”

Poluição urbana

Em 2015, a OMS divulgou um relatório demonstrando que a poluição urbana está muito acima dos limites recomendados. Isso torna a poluição um problema de saúde pública em muitas cidades, como, por exemplo, a Cidade do México, São Paulo, Moscou ou até mesmo Roma.

A única solução para diminuir as doenças e mortes causadas pela poluição urbana é retirando os carros das ruas. Isso significa investimento de governos em transporte público. Essa saída impactaria não apenas na saúde física dos habitantes das cidades, como, também, em saúde mental e qualidade de vida, já que não passariam horas do dia presos (estressados) em engarrafamentos.

O poder público é responsável por assegurar a melhoria dos padrões de qualidade do ar para as cidades. No Brasil, estamos, ainda, muito distantes de atingi-lo: aqui o padrão é de 100 a 500 vezes menor do que o aplicado na Europa, por exemplo. Só com o investimento do setor público e com mudanças mais rigorosas na legislação podemos vislumbrar um ar mais limpo e saudável.

Menos carros na ruas é mais!

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Sobre Gisella Meneguelli

Gisella Meneguelli
É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.

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