30% das árvores do mundo estão ameaçadas de extinção, aponta novo estudo

30% das árvores do mundo estão ameaçadas de extinção, aponta novo estudo

Um novo estudo expõe uma situação alarmante: cerca de 30% das espécies de árvores do mundo podem desaparecer.

A extinção pode chegar a uma ampla variedade de espécies: 17,5 mil, número superior ao de espécies de mamíferos, pássaros, anfíbios e répteis sob ameaça, informa o G1.

As espécies que sofrem maior risco de extinção são:

  • Árvores tropicais conhecidas como dipterocarpos, que estão sendo perdidas por causa da expansão das plantações para a produção de óleo de palma;
  • Carvalhos perdidos para a agricultura em regiões do México, do Chile e da Argentina;
  • Árvores de ébano e pau-rosa derrubadas para produzir madeira em Madagascar;
  • Árvores de magnólia ameaçadas pela coleta insustentável de plantas;
  • Árvores morrendo por pragas e doenças no Reino Unido e na América do Norte.

Grupos de conservação em todo o mundo estão tentando chamar a atenção para esse grave problema, como a Botanic Gardens Conservation International, em Londres. O representante da entidade, Malin Rivers, disse que:

“Temos quase 60 mil espécies de árvores no planeta e, pela primeira vez, sabemos quais dessas espécies precisam de ações de conservação, quais são as maiores ameaças para elas e onde elas estão”.

A diversidade de espécies é fundamental para o equilíbrio ambiental, pois cada uma delas tem uma função na natureza. Por isso, ações de conservação para essas 30% de espécies de árvores são urgentes.

Segundo o relatório Estado das Árvores do Mundo, cerca de 140 espécies já foram extintas e 442 estão em vias de desaparecimento.

As principais ameaças às árvores são:

  • desmatamento para plantações (29%);
  • extração de madeira (27%);
  • desmatamento para pecuária (14%);
  • desmatamento para ocupação (13%);
  • incêndios (13%).

Outros fatores considerados pelo estudo são as mudanças climáticas, as condições meteorológicas extremas e o aumento do nível do mar. Entretanto, Rivers acredita que uma agenda conservacionista pode reverter esse quadro.

Dentre as ações destacadas pelo especialista estão:

  • Preservação das florestas existentes e expansão das áreas protegidas;
  • Manutenção de espécies ameaçadas em jardins botânicos ou bancos de sementes para serem, futuramente, devolvidas à natureza;
  • Educação ambiental para garantir o reflorestamento e o plantio de árvores cientificamente;
  • Aumento do financiamento para projetos de conservação de árvores.

Somos UM

Não adiantam apenas ações de conservação ambiental em um local do mundo serem aplicadas enquanto em outras regiões elas inexistem. As espécies e os ecossistemas estão interligados, logo uma agenda ambiental séria já deveria estar sendo executada pelos governos de todo o mundo há muito tempo.

Mas ainda vivem neste mundo aqueles que vociferam o negacionismo climático.

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