Infestação de escorpiões-negros deixa mais de 500 pessoas hospitalizadas no Egito após inundações

Infestação de escorpiões-negros deixa mais de 500 pessoas hospitalizadas no Egito após inundações

Assuã, no Egito, foi atingida por uma chuva raríssima e infestada de escorpiões-negros que podem matar um adulto em uma hora. Mais de 500 pessoas foram hospitalizadas depois de terem sido picadas por escorpiões que foram trazidos junto com as inundações.

A espécie identificada também conhecida como escorpião de cauda gorda, é considerada uma das mais letais. Geralmente mede entre 8 e 10 cm, tem até 6 pares de olhos e emite um ruído oriundo das vibrações de seu corpo para localizar as presas.

O animal tem como nome científico Androctonus crassicauda, que pode ser traduzido como “matador de homens“, segundo a rede Al Jazeera.

Os moradores que foram picados relataram sintomas como

  • dor intensa;
  • febre;
  • vômito;
  • diarreia;
  • tremores musculares;
  • e espasmos na região da cabeça.

Inundações em regiões desérticas

Os escorpiões foram forçados a sair de suas tocas no deserto após uma tempestade raramente vista em Assuã no dia 12 (a cidade recebe 1 mm de chuva por ano).

O Egito é considerado um paraíso para estes animais. Eles habitam a região desértica há milhares de anos e algumas das histórias e mitos egípcios são inspiradas em escorpiões.

Na área, são registradas dezenas de picadas anualmente. Mas a intensidade das chuvas, o risco provocado pelas inundações e as centenas de ocorrências do animal surpreenderam a todos.

Segundo o governador de Assuã, a tempestade foi a pior dos últimos 11 anos da cidade. Foram 103 casas parcial ou totalmente destruídas, mas o número real é muito maior. Segundo a publicação do jornal Al Ahram, três morreram em decorrência das picadas dos escorpiões.

Uma tempestade dessa é mais um exemplo do aumento da ocorrência de eventos extremos por conta das mudanças climáticas.

Caçadores de escorpião

Em meio à pobreza que atinge Assuã (cerca de 950 km de Cairo) e outras áreas do Egito, há moradores locais que se arriscam como caçadores de escorpião para ganhar dinheiro com a extração do veneno.

Um grama da substância pode ser exportado pelo valor de ate U$ 3.000 (R$ 16 mil). Para se obter apenas um grama do veneno é preciso a substância de 3 mil escorpiões, de acordo com Mohamed Abdel-Rahman, professor de toxicologia da Universidade do Canal de Suez.

Essas substâncias podem auxiliar em pesquisas científicas e até no tratamento de câncer.

O Ministério da Saúde egípcio disse ter garantido que todas as unidades de saúde estavam bem abastecidas com os antídotos contra o veneno dos escorpiões. Os moradores foram transferidos para hospitais locais para receber as doses.

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