Cochonilha: porque deixar de consumir produtos que utilizam o corante extraído dela

Vocês sabiam que vários alimentos industrializados são feito com insetos esmagados? Um dos corantes mais utilizados pela indústria alimentícia é o carmim, que é um pigmento vermelho produzido a partir da Cochonilha (Dactylopius coccus). Este corante confere aos produtos também outras cores como: marrom, laranja ou rosada.

O corante de cochonilha é utilizado em produtos como biscoitos, gelatinas, recheios de bolacha, iogurte, balas, pirulitos, sorvetes, licores, refrigerantes, chocolate, leite de soja de frutas, carnes processadas, geleias, sucos, rações de animais e muitos outros produtos.

E não é só em alimentos que este corante é utilizado, podemos encontrá-lo em outros produtos que utilizamos no dia a dia como: xampus, sombras, batons, sais de banho, tintas, corantes de roupas, detergentes, desinfetantes, medicamentos, verniz, cera, xaropes, comprimidos, etc.

Os corantes são substâncias que dão cor aos alimentos para ficarem mais atrativos para o paladar.

Para saber mais sobre a cochonilha e o corante carmim, serão tratados os seguintes assuntos:

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Como e onde vive a cochonilha

A cochonilha é um inseto que gosta de se alimentar do cactos, gênero Opuntia. Ela mede de 3 a 5 milímetros de comprimento e pode ser nas vermelha, laranja, marrom, verde ou amarela.

Estes insetos vivem em algumas plantações, se alojando em frutos, raízes e folhas de diversas espécies de plantas.

Em algumas regiões se alimentam da seiva dos cactos.

Fazem parte da classe dos insetos da ordem Hemiptera, são parentes próximas das cigarrinhas, cigarras e dos pulgões.

Os predadores naturais da cochonilha são a joaninha e alguns tipos de vespa.

A cochonilha é um inseto típico de habitats da América Central, como México e Peru. O corante carmim consumido no Brasil é importado do Peru.

O massacre das cochonilhas

Bilhões de cochonilhas são mortas para produzir o corante carmim. Setenta mil fêmeas de cochonilhas são mortas para se obter meio quilo desse corante.

Para dar cor à bola de sorvete de morango, são utilizados no mínimo 40 cochonilhas.

Como é extraído o corante a partir das cochonilhas

As cochonilhas são criadas em laboratórios ou em plantações de cactos cujo cultivo é voltado à criação da cochonilha visando produção e comercialização do corante carmim.

Seja como for, o processo de extração e produção do corante a partir das cochonilhas as submete a uma massacre.

Estes insetos são mortos aos milhares, em imersão em água quente ou por exposição ao calor de um forno, depois são assados, amassados e triturados apenas para dar cor aos produtos.

Outro fator é que estes corantes para serem produzidos são testados em animais, inclusive alguns corantes são cancerígenos.

Pessoas que praticam o Veganismo, ativistas e várias entidades em defesa dos direitos dos animais, condenam e boicotam o uso da cochonilha como corante.

Alternativas vegetais para obtenção de corantes

Existem alternativas vegetais para substituir o corante extraído da cochonilha, como frutas, flores, cascas de árvores, urucum, açafrão, a páprica, beterraba e uva.

Existem corantes como a antocianina produzida a partir de castas de frutas e flores.

Corantes de origem vegetal fornecem variadas cores como: vermelho, púrpura, azul, amarelo, laranja, verde, entre outras cores.

Leia mais: CORANTES NATURAIS: FAÇA VOCÊ MESMO UTILIZANDO INGREDIENTES COMUNS

Possíveis efeitos colaterais do consumo do corante carmim

Em pessoas alérgicas ou sensíveis à substância do corante carmim, podem ocorrer reações alérgicas ou choque anafilático.

O alergologista Dr. James L. Baldwin, da Universidade do Michigan (University of Michigan Medical Center), comprovou que o corante carmim provocou choque anafilático em um paciente após consumir um picolé roxo.

O resultado dessa pesquisa sobre o corante carmim consta na edição de novembro 1997 do Annals of Allergy, Asthma and Immunology.

Outro alerta é que o consumo excessivos de corantes pode provocar distúrbios digestivos, metabólicos e neurológicos.

As várias denominações desse corante

Esse aditivo comumente é especificado na formulação dos produtos como:

  • corante natural carmim de cochonilha
  • corante natural
  • C.I. 75470
  • E 120
  • vermelho 3
  • carmim
  • cochineal
  • corante C.I
  • INS 120
  • corante natural ácido carmínico

O consumo do corante carmim é desnecessário para nós

Quando ficamos indiferentes ao que consumimos, sem procurar saber o que realmente faz parte da composição dos produtos, acabamos sendo coniventes com práticas fúteis e desnecessárias, como essa de matar milhares ou até bilhares de cochonilhas com a finalidade de colorir produtos artificiais para ficarem parecendo naturais.

Outro fator é que na maioria dos casos este corante é usado em produtos industrializados e processados, ou seja feitos com vários aditivos químicos, conservantes, estabilizantes, flavorizantes, aromatizantes e outros.

Conclusão prejudicamos as cochonilhas e nossa saúde!

Outro agravante é que existem outros corantes extraídos através da exploração e matança dos animais.

Existem outras opções de produtos mais naturais, sem conservantes e corantes. Pesquise e se informe e saiba o que realmente está consumindo.

Quanto mais nossa alimentação for saudável e natural, menos bombardeamos o nosso organismo com aditivos e mais preservamos os seres vivos e a natureza que são prejudicados pelo nosso consumismo artificial.

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Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.
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