Diretor do Ibama é exonerado depois de megaoperação contra o garimpo ilegal em terras indígenas

Foi publicada na segunda-feira, dia 13, no Diário Oficial da União, portaria nº 179, com a exoneração do diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Olivaldi Borges Azevedo.

A exoneração foi assinada pelo Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Megaoperação contra o garimpo

Olivaldi perdeu o cargo dias após a realização pelo Ibama de uma megaoperação de combate ao desmatamento da floresta amazônica e avanço do garimpo ilegal, resultando na prisão de pessoas, apreensão de armas e munições, destruição de equipamentos e inutilização de caminhos usados pelos garimpeiros.

Ele era Major da Polícia Militar de São Paulo e foi apontado como “homem de confiança” do Ministro Ricardo Salles, cujo reduto político também é São Paulo, estado onde foi secretário particular de governo e secretário de Meio Ambiente, durante a administração de Geraldo Alckmin.

A megaoperação aconteceu em três terras indígenas no interior do Pará, Apyterewa, Araweté e Trincheira-Bacajá e o objetivo era conter o garimpo ilegal, desmatamentos e principalmente, afastar os invasores para proteger as aldeias da Covid-19.

A ação teve grande repercussão após uma reportagem do programa Fantástico da TV Globo ter exibido as imagens da operação.

Há rumores de que Olivaldi tenha sido exonerado porque não conseguiu impedir a realização das operações de combate ao avanço do garimpo ilegal, ele “não conseguiu segurar a fiscalização”. Segundo noticiou o UOL, outros servidores em cargos de chefia diretamente subordinados a Olivaldi também estariam ameaçados de demissão por causa da mesma operação.

Depois da exoneração de Ricardo Galvão, ex-diretor do INPE, por ter divulgado dados divergentes da expectativa do governo sobre o desmatamento na Amazônia, a desconfiança sobre a política ambiental de Ricardo Salles só aumenta. O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) informou que vai ingressar com uma ação popular contra o ato do ministro do Meio Ambiente por ter agido com “desvio de finalidade e violação dos princípios da legalidade, moralidade e eficiência administrativa”:

Se você não viu a reportagem do Fantástico, veja aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=w1RBiKBCbCw

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Fonte foto: Fotos Publicas

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