18 cidades, 12 países: líderes indígenas percorrerão Europa para denunciar violência contra seus povos

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Sangue indígena

Lideranças indígenas de diversas etnias viajarão para a Europa no intuito de denunciar a realidade dos povos originários brasileiros.

Os representantes irão percorrer 12 países, 18 cidades para conversar com as autoridades e sociedades locais, bem como empresários, no período de 17 de outubro a 20 de novembro.

O objetivo da comitiva é relatar a violência que os indígenas brasileiros vêm sofrendo, sobretudo, a partir do governo de Jair Bolsonaro, para autoridades e lideranças políticas, membros do Parlamento Europeu, representantes de órgãos de cooperação internacional, empresários, tribunais internacionais, imprensa, ativistas, ambientalistas e artistas.

 

O apoio para a viagem está sendo dado pela Articulação dos Povos Indígenas no Brasil (Apib), em parceria com organizações, em torno da campanha Sangue Indígena: Nenhuma Gota a Mais.

Participarão da comitiva as lideranças Sônia Guajajara, Alberto Terena, Angela Kaxuyana, Célia Xakriabá, Dinaman Tuxá, Elizeu Guarani Kaiowá e Kretã Kaingang.

A primeira etapa da viagem será na Itália, durante o Sínodo dos Bispos para a Amazônia, região pela qual a Igreja católica vem demonstrando um enorme interesse, sobretudo, porque as igrejas neopentecostais têm ganhado cada vez mais terreno no campo religioso na região amazônica. Por causa disso, a Igreja católica tem discutido alguns assuntos tradicionalmente espinhosos, tais  como o celibato, os direitos dos indígenas e a representatividade irrelevante da mulher em tomada de decisões, conforme divulgado por El Pais.

Em seguida, o grupo partirá para Alemanha, Suécia, Noruega, Bélgica, Holanda, Suíça, França, Portugal, Inglaterra e Espanha, onde apresentarão os dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) sobre o aumento das invasões a territórios indígenas: 44% no total de ataques e de 101% no número de terras atingidas, em relação a 2018.

nenhuma gota sangue

No início deste mês, Adriano Karipuna, em um evento realizado pelo Cimi no Vaticano, simultâneo ao Sínodo da Amazônia, que:

“Nosso território tem sofrido constante invasão de grileiros que retiram madeira e loteiam as terras indígenas já demarcadas. São invasões que ocorrem com autorização do Estado brasileiro”.

É fundamental dar visibilidade ao genocídio indígena que vem sendo realizado no Brasil, bem como a política de degradação ambiental, a fim de conquistar apoio internacional para essas causas.

Vários artistas brasileiros estão apoiando a causa indígena brasileira. Uma homenagem feita por cerca de 25 artistas na canção “Demarcação Já!” já está circulando nas redes sociais. Confira!

 

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