Tamanduaí, a menor e mais rara espécie de tamanduá do mundo!

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Cyclopes didactylus

Pesquisadores brasileiros descobriram 6 novas espécies de tamanduaís no Brasil. As espécies são do gênero Cyclopes e foram localizadas em regiões da Mata Atlântica e da Amazônia.

Um grupo de brasileiros descobriu 6 novas espécies de tamanduaís, sendo duas delas existentes apenas no Brasil. O TamanduaíCyclopes didactylus, era a única espécie conhecida no Brasil, até então.

A pesquisa publicada no Zoological Journal of The Linnear Society, da Oxford Academic, foi liderada pela pesquisadora Flávia Miranda, que estuda essas espécies há doze anos. Durante esse período, foram coletadas amostras de animais no Pará, Pernambuco e Amazônia, além de México e Bolívia.

As seis espécies localizadas são do gênero Cyclopes, as quais foram denominadas como: Cyclopes ida, Cyclopes dorsalis, Cyclopes catellus, Cyclopes thomasi, Cyclopes rufus e Cyclopes xinguensis. A identificação dessas espécies foi feita através de estudos taxonômicos, os quais analisaram características físicas como coloração e tamanho, além de amostras genéticas que passaram por testes criteriosos.

Em uma matéria para o site Conexão Planeta, a pesquisadora Flávia Miranda informou que os próximos passos serão mapear os locais de ocorrência dos tamanduaís, para identificar o nível de preservação dos mesmos. Além disso, ela também precisa saber se alguma dessas espécies corre o risco de extinção, para ver se é necessária alguma atitude relacionada à conservação.

Sobre o Tamanduaí

Como falamos no início, a espécie mais conhecida de tamanduaí no Brasil era apenas a Cyclopes didactylus. Essa é a menor e mais rara espécie de tamanduá no mundo e, além do Nordeste brasileiro, habita também as florestas tropicais do continente americano (América Central e do Sul).

Essa espécie mede cerca de 15 centímetros e pesa até 250 gramas, possui hábitos noturnos, alimenta-se de formigas e cupins. Também é conhecido pelos nomes tamanduá-anão e tamanduá-seda. Sua descoberta foi feita pela primeira vez em 1758, de acordo com as pesquisas.

As seis espécies encontradas pelo grupo liderado pela bióloga Flávia Miranda, possuem características bem semelhantes às do tamanduaí, principalmente nos quesitos tamanho, pele sedosa e hábitos noturnos. 

Sobre a pesquisadora

Flávia Miranda é coordenadora do Projeto Tamanduá, uma ONG sem fins lucrativos que atua na preservação de tamanduás, tatus e preguiças.

A pesquisa em questão teve o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

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