Dilma mostrará agenda ambiciosa na COP 21 da ONU

Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff viajou para a sede das Organizações das Nações Unidas (ONU) com a intenção de expor parte de sua ambiciosa agenda que pretende levar para a Conferência do Clima de Paris (COP21) já no encontro deste próximo domingo, 27 de setembro. É o que informa o Itamaraty. "Posso antecipar que o documento que o Brasil apresentará é um documento ambicioso", disse em coletiva de imprensa o subsecretário de política do ministério das Relações Exteriores Fernando Simas Magalhães, sem dar mais informações.

O COP21 já foi muito abordado em artigos aqui, isso por conta da importância que a reunião no final do ano terá e, encontros entre tantos países (mais de 200) com a presença dos países do G20, os mais ricos e industrializados do planeta – e os que mais poluem também – e a presença que tem se tornado cada vez mais positiva por onde passa do Papa Francisco, responsável pelo discurso de abertura do encontro, pode ser, sim, uma excelente oportunidade para tratar dos assuntos do meio ambiente e da sustentabilidade.

A XXI Conferência Internacional para Mudanças Climáticas em Paris terá 195 dos mais de 200 países presentes hoje na ONU, entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, e a expectativa é de que um acordo eficaz para diminuir consideravelmente a emissão de gases causadores do efeito estufa, e diminuir os efeitos do aquecimento global e das mudanças climáticas, seja feito.

Dilma deve apresentar aos demais líderes mundiais alguns dos aspectos gerais da agenda brasileira em seu discurso ao plenário da cúpula sobre o desenvolvimento da ONU em Nova York.

O Brasil já assumiu previamente o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de parques e acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até o ano de 2030. O país tem feito um bom papel na redução de CO2, ficando estável nos últimos dois, três anos, entretanto, a redução forte atingida na década passada e novas medidas de tecnologia sustentável, dão ao Brasil credibilidade para alcançar a meta de ficar abaixo dos 2 bilhões de toneladas de emissão até 2020.

A expectativa é de que a agenda ambiciosa do Brasil inspire outros países da América Latina a se comprometerem com a redução dos gases de efeito estufa. No evento Dilma também encontrará o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente peruano e atual presidente da conferência da ONU para o clima, Ollanta Humala, e com o francês François Hollande, para debater o avanço das negociações em reuniões privadas.

A ONU informou que os compromissos assumidos até agora pelos países que mais poluem são insuficientes para cumprir com o objetivo de limitar o aquecimento global até dois graus centígrados.

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Fonte foto: fotospublicas.com