Paraná destaca-se na produção de alimentos orgânicos certificados

orgânicos

Você sabia que o estado do Paraná é o maior produtor de alimentos orgânicos do Brasil, além de ser o segundo com o maior número de propriedades certificadas para a produção de orgânicos?

O Paraná tem 1.966 propriedades que produzem alimentos orgânicos, segundo atesta o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ficando atrás somente do Rio Grande do Sul. A sua produção é de 130 mil toneladas de alimentos por ano. Esse desempenho acontece porque o estado é o único do país que oferece um programa público de capacitação para os produtores e de certificação e auditoria da produção de alimentos orgânicos. Em quatro anos, foram quase 300 propriedades certificadas no estado, segundo informa a UOL.

O programa não só favorece o produtor como toda a população do Paraná, que tem a garantia de ter à mesa produtos de qualidade certificada, sem agrotóxicos, hormônios ou transgênicos. De acordo com o coordenador da Unidade Gestora do Fundo Paraná, Luiz Cézar Kawano: “O programa registra excelentes resultados e contribui para a valorização da produção de orgânicos no estado, por isso estamos trabalhando para a continuidade. Hoje o Paraná tem a maior produção de orgânicos do País, além disso consegue fomentar a inovação tecnológica e a organização de pequenos agricultores para que eles possam melhorar a sua renda e levar à população um alimento de melhor qualidade”. 

Certificação de qualidade

Sete universidade paranaenses estão envolvidas no curso de capacitação para os agricultores interessados na produção orgânica de alimentos. A propriedade produtora deve seguir diversas normas, como o uso de técnicas agroecológicas, a abolição dos agrotóxicos e a adoção do comércio justo. Com o trabalho dos técnicos, o produtor e sua família se sentem mais seguros em fazer a troca metodológica de plantio. São três as categorias de alimentos orgânicos certificadas: origem animal, vegetal e em processamento. 

O programa também ajuda a fortalecer a agricultura familiar, que é de suma importância social e economicamente para o país. Segundo Rogério Barbosa Macedo, coordenador do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP): “Não queremos substituir o agronegócio, mas dentro do escopo da agricultura familiar ao lado do agronegócio é possível ter uma produção de orgânicos que traga mais renda, mais saúde e mais satisfação ao pequeno produtor”. 

Os agricultores recebem um incentivo financeiro já que são cadastrados em programas públicos, como a venda de produtos para a merenda escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

Essa iniciativa mostra como é possível, com o apoio de políticas públicas, fazer com que todos nós tenhamos a certeza de que estamos consumindo produtos saudáveis e que os agricultores estejam livres dos efeitos de agrotóxicos. Todo mundo sai ganhando com a produção orgânica de alimentos. 

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