Como incluir a dieta mediterrânea na alimentação diária?

  • atualizado: 

Todos já ouvimos dizer que a culinária mediterrânea faz um bem enorme à saúde mas, na hora de assumir a mudança, a gente se atrapalha demais e acaba deixando de lado. Parte da culinária brasileira também tem  origem mediterrânea então, para nós, essa mudança saudável deve ser mais fácil.

Veja a proposta de 4 passos básicos para você assumir o cardápio mediterrâneo em sua vida tendo como base da sua dieta atual:

1. Substitua a manteiga pelo azeite

2. Prefira os alimentos frescos

3. Inclua nozes e castanhas na alimentação

4. Substitua a carne vermelha pelo peixe

Mas, não só isso é importante, veja a seguir:

A DIETA MEDITERRÂNEA

Hoje em dia a dieta mediterrânea é considerada patrimônio imaterial da Humanidade, pela UNESCO  - nesse rol entram os sistemas culinários de países tão diversos quanto Chipre, Croácia, Espanha, Grécia, Itália, Marrocos e Portugal.

Mas, não só a comida em si é considerada importante - também o ato de “comer juntos”, de conviver e fazer das refeições um lazer agradável assim como, as tradições, práticas ritualísticas e simbologia relacionada aos cultivos e colheitas.

Então, veja, inserir a dieta mediterrânea na sua vida vai significar bem mais do que, simplesmente, inserir alguns alimentos diferentes daqueles que você está habituado.

PIRÂMIDE E ORGANIZAÇÃO

Toda cultura alimentar tem a sua organização específica - é o que nós conhecemos como “pirâmide de alimentos” e exemplifica qual a base alimentar e os complementos, em suas respectivas proporções.

Na base da pirâmide da dieta mediterrânea estão, primeiro, as atitudes sociais e de cuidados pessoais:

  • convívio,
  • atividade física,
  • consumo de frutas e verduras da época (sazonalidade e equilíbrio ambiental).

Em seguida vem uma camada importantíssima - a de quantos copos de água pura e infusões (chás de ervas) você bebe ao dia: não, não se pode substituir por suco de frutas, caldo de vegetais ou bebidas industrializadas. E, só a partir desse ponto é que se fala, realmente, do tipo de alimentos que você deverá privilegiar no seu dia a dia, semana e mês.

Item por item, você verá nesta imagem logo aqui:

piramide mediterranea Fonte foto

ESSA DIETA MEDITERRÂNEA É A MESMA DO MEDITERRÂNEO?

Não se discute que a dieta mediterrânea seja um exemplo de alimentação saudável, com certeza mas, há quem afirme que ela não é, realmente, dos povos mediterrânicos.

É o que diz um dos maiores especialistas da história da alimentação, Massimo Montanari, na entrevista da qual extraímos um trecho:

“A dieta mediterrânica é uma invenção americana. O que é a dieta mediterrânica? É a italiana, a grega, a marroquina, a espanhola? São tantas cozinhas diferentes. Quando a UNESCO reconhece a dieta mediterrânica como patrimônio da humanidade, não fala de receitas nem de produtos. Mas numa relação com a comida que é feita de sabermos o que estamos a comer, de convívio à mesa. É mais um modo de viver do que um modo de comer”.

E A CONCLUSÃO, QUAL É?

Bom, é claro que a vida sedentária é a pior solução para o ser humano assim como, os alimentos industrializados, cheios de hormônios, conservantes e aditivos químicos. Mas, também é péssima a perda do hábito de se conversar à mesa das refeições, fazer do horário de refeições um evento e ritual familiar ou entre amigos ou, pior ainda, o hábito de comer correndo, engolindo como pato qualquer coisa que nos sacie a fome.

NOS FINALMENTES:

Vamos rememorar os ingredientes básicos para uma boa dieta (do Mediterrâneo, dos Alpes, dos Pirineus ou de onde seja) e, fazer um esforço consciente para incorporá-los ao nosso dia a dia?

1. Sazonalidade - sempre preferir o alimento fresco, da época. Nada substitui um alimento criado no seu tempo natural, ao sol e chuva.

2. Preparo - evite as frituras em óleo poliinsaturados e os alimentos processados industrialmente. Prefira assar ou grelhar os produtos que vai usar e, também, comer crus aqueles que são bem maduros. Se fritar, faça como os espanhóis, use azeite de oliva.

3. Azeite de Oliva Extra Virgem será sua gordura principal para conservas, temperos, cozimentos ou finalização dos pratos. Regue seu alimento com azeite de boa qualidade e fuja, a 7 pés, de todo e qualquer outro óleo vegetal industrializado (são hidrogenados em alguma medida).

4. Temperos do dia a dia - cebola, alho, tomate, cenoura, cheiro-verde, coentro, orégano, tomilho são fundamentais.

5. Verduras e Legumes - folhosas frescas e verde-escuras, abobrinhas de todo tipo, leguminosas (feijões, favas, lentilha e grão-de-bico) e pimentões.

6. Frutas frescas e secas - da época, as que houver e, se nativas, melhor.

7. Peixes e frutos do mar são bem vindos (mas, lembre-se de que os mares estão contaminados com metais pesados, uma difícil decisão, eu sei - melhor evitar, talvez).

8. Se você ainda é carnívoro opte por carne de cordeiro e porco para além das carnes de caça - lebre, perdiz e coelho - sempre em pequenas quantidades e esporadicamente, como indica a tabela.

9. Cereais e massas - dê preferência aos integrais.

10. Lácteos sem abuso e, claro, desde que sejam alimentos vivos (ultrapasteurizados mais vale a pena evitar).

11. Oleaginosas - um punhado ao dia sempre é ótimo (castanhas, amêndoas, nozes, amendoins e mais outras de que você gostar).

12. Vinho tinto, se a sua crença permitir, com comedimento

13. Água pura, sempre

14. Caminhar, ou fazer outro tipo de atividade física, 30 minutos ao dia (vale varrer a casa, cortar as plantas, esfregar janelas)

15. Muita boa conversa, muito bom ânimo, gargalhadas mil e amor para dar e vender, sempre que possível.

Boa sorte na sua mudança de rumo - quem sabe agora vai, não é?