Planta da Mata Atlântica pode virar medicamento que combate leishmaniose e doença de Chagas

Uma equipe de pesquisadores descobriu que a Nectranda leucantha, planta popularmente conhecida como canela-seca ou canela-branca, originária da Mata Atlântica, pode combater os parasitas transmissores da leishmaniose e doença de Chagas.

A pesquisa é fruto de uma parceria internacional entre pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, da Ohio State University, que fica nos Estados Unidos, e da Universidade de Oxford, da Inglaterra. A notícia foi divulgada pela agência de notícias da FAPESP, uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do Brasil, responsável por grande parte do financiamento que possibilitou a condução do estudo. Os resultados foram divulgados em abril deste ano em duas publicações internacionais: a Scientific Reports e o European Journal of Medicinal Chemistry.

Segundo as informações divulgadas pela Agência FAPESP, essas doenças afetam milhões de pessoas não só no Brasil, como também em outros países em desenvolvimento. Nos últimos anos, os pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz vêm dedicando um olhar mais atento à biodiversidade encontrada na Mata Atlântica, com o objetivo de identificar e desenvolver medicamentos para combater essas doenças, que atingem sobretudo as populações mais pobres e que são negligenciadas.

“Uma das limitações no desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento de doenças negligenciadas é encontrar parceiros para fazer a síntese dos compostos promissores. A colaboração com o grupo da Universidade de Oxford possibilitou darmos esse passo”, declarou André Gustavo Tempone, pesquisador do Centro de Parasitologia e Micologia do Instituto Adolfo Lutz e coordenador do estudo, à Agência FAPESP.

A Nectranda leucantha atua nas mitocôndrias (células respiratórias) dos parasitas, promovendo uma superprodução de cálcio no interior delas e ocasionando a sua morte.

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Jornalista e mestre em Ciência da Religião. Tem 18 anos de experiência em produção de conteúdo multimídia. Coordenou diversos projetos de Educação, Meio Ambiente e Divulgação Científica.
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