Conheça a história de Lynlee, a bebê que nasceu duas vezes

Lynlee

É comum quando uma mulher fica grávida preocupar-se com o desenvolvimento do feto e o futuro do seu bebê. Apesar da preocupação, dificilmente uma mãe suporia ser necessário fazer uma cirurgia fetal

Mas uma mãe, nos Estados Unidos, teve que passar por esse procedimento a fim de tentar salvar a vida da sua filha de um tumor, segundo informa o Brasil Post. Quando Margaret Boemer fez um ultrassom na 16ª semana de gestação, o exame detectou um teratoma sacrococcígeo, que, segundo Antônio Moron, Coordenador do Departamento de Medicina Fetal do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, trata-se de um tumor que se desenvolve na região sacral e, geralmente, o procedimento cirúrgico ocorre após o nascimento do bebê.  

Mas os médicos, nos Estados Unidos, acharam melhor antecipar a cirurgia de Lynlee Boemer, porque o seu tumor já estava muito grande e competindo por sangue, podendo provocar insuficiência cardíaca. Moron explica como é realizada a cirurgia fetal: “É feita anestesia geral e um corte – como o de uma cesárea, mas um pouco maior – no abdômen. Retira-se o útero do corpo da mãe e, por meio de ultrassom, é mapeado onde está o bebê, a placenta e, no caso relatado, o tumor. Então, é realizada uma abertura no útero no local estratégico em que os cirurgiões irão agir”.

A técnica da cirurgia fetal já ocorre desde 2011 e pode apresentar alguns riscos tanto para a mãe quanto para a criança, como impacto prematuro, rompimento da bolsa, infecção, hemorragia e complicações anestésicas. A princípio, Margaret recebeu a recomendação de interromper a gravidez, mas ela acreditou na vida e se submeteu à cirurgia e, felizmente, a decisão dela foi acertada. A bebê Lynlee nasceu de cesária pesando  2,4 kg e, após 8 dias de vida, precisou passar por outra operação para remover o resto do tumor.

Hoje, com 4 meses, Lynlee está bem. Na primeira operação, a pequena continuou na placenta, dentro do útero, e veio ao mundo pelo parto, momento em que nasceu de verdade.

Especialmente indicado para você:

PARTO HUMANIZADO, DOULAS E A TRANQUILIDADE DE SE TER UM FILHO SEM AGRESSÕES

PLACENTOFAGIA: A PRÁTICA DE INGERIR PLACENTAS