Temperatura na Antártida bate recorde histórico

Os cientistas do Met Office, um dos centros globais mais importantes em análises climáticas, recentemente divulgou que os termômetros vão subir cerca de 1,5°C até 2024.

Esse aumento já chegou à Antártida. O continente registrou a maior temperatura de sua história: 18,3 ºC, informa a Revista Galileu.

A leitura desse recorde histórico foi feita na Base de Esperanza, localizada na Península da Trindade. A marca superou a última medição de 17,5 ºC, registrada em março de 2015.

Isso significa um aumento de quase um 1 ºC em apenas quatro anos, uma demonstração de que o clima está mudando no planeta.

O continente antártico é uma das regiões mais sensíveis do mundo ao aquecimento global, tanto que lá, nas últimas cinco décadas, as temperaturas subiram cerca de 5 ºC. O resultado disso é que 87% de suas geleiras costeiras derreteram ao longo desses anos, sobretudo a partir de 2008.

De acordo com a Galileu, a razão da onda de calor que atingiu a Península Antártica é uma cadeia de alta pressão, que fez com que as rachaduras da geleira de Pine Island crescessem “rapidamente”, como mostraram imagens de satélite da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Para o pesquisador climático da Universidade Estadual de Ohio (Estados Unidos), David Bromwich:

“Esse registro parece ser um evento único que não nos diz nada sobre as mudanças climáticas na Antártica”, disse ao The Washington Post.

Entretanto, a glaciologista especialista em mudanças climáticas da Universidade de Washington (EUA), Eric Steig, declarou ao mesmo jornal uma visão diferente, de acordo com o Hapyness:

“Esse recorde não me aparece como uma surpresa. Por mais que exista uma variabilidade de década a década e a temperatura possa aumentar, a tendência observável por trás desses números e observável ao redor de quase todo o continente é alarmante”.

Nos próximos dias, as temperaturas devem continuar altas na região, variando entre 4,4 e 10 graus acima do normal.

É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.