Aumenta a degradação em áreas de proteção ambiental do país

Brasil: Aumenta a degradação em áreas de proteção ambiental

No terrível e implacável mapa do desmatamento no país, uma informação salta aos olhos de maneira especialmente vexatória: entre anos de 2007 e 2013, 3 em cada 10 áreas degradadas, estavam dentro de áreas de preservação pelo governo, sejam Terras Indígenas ou Unidades de Conservação.

Dentre os facilitadores desse cenário estarrecedor, é claro, a ausência de políticas claras e de gestão.

A importância das Áreas de Proteção

A motivação para que fossem criadas as Unidades de Conservação, territórios de proteção às populações assentadas e outros, era a de que fosse preservada a integridade de florestas. A grande questão, é que a falta de fiscalização do poder público vem deturpando todo esse processo, permitindo que o meio ambiente se degrade pela ação humana. Com isso, madeireiros, grileiros e outros, agem livres, leves e soltos. Inclusive, em 2014 o Brasil ganhou um reconhecimento nada honroso: o de país mais perigoso para defesa do direito ao meio ambiente e à Terra. Tal conclusão foi obtida com base nos dados sobre mortes: 50% das mortes registradas por tal motivo, no planeta, são cometidas no Brasil.

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Áreas (Des)protegidas

Grande parte das queimadas, por exemplo, são realizadas em consequência do trabalho das madeireiras, que, em muitos casos, burlam os limites estabelecidos e começam a agir de forma predatória, cobiçando madeira nobre e até nativa.

Segundo relatório do TCU, apresentado no ano de 2013, de um conjunto de 247 áreas protegidas, apenas 4% tiveram sucesso em relação à preservação. 40% do total apresentou baixo grau de implementação das políticas de preservação.

Falta de pessoal e má gestão de recursos e de mão de obra – média de 293,1 mil hectares por funcionário de fiscalização – são vistos como os pontos centrais para se chegar a esses índices alarmantes. No ano de 2014, ainda houve redução – de 73 para 35 – do número de funcionários; dos quais, apenas 70% são funcionários efetivos.

Baixo orçamento é outro entrave para os órgãos de fiscalização e controle ambiental do Brasil.

Não há muito que dizer; apenas perguntar “até quando?”, e também nos lembrarmos de estudar as propostas dos presidenciáveis e parlamentares sobre a área ambiental, para tentar votar em pessoas realmente comprometidas com a causa ambiental. Pesquise! Informe-se! O meio ambiente agradece!

Fonte foto: youtube.com