Glifosato proibido? Inventam o glufosinato de amônio

Glifosato

A Bayer comprou a Monsanto semana passada por 60 milhões de euros. A Europa e diversos outros países proibiram o uso do glifosato, componente ativo do Roundup.

Esta é a base do raciocínio para o título deste artigo - Glifosato proibido? Inventam o glufosinato de amônia - o que quer dizer que, depois da feroz campanha desenvolvida no mundo todo contra a Monsanto, o monstro agora muda de nome, se esconde atrás de um nome vinculado aos medicamentos mais comuns que todo mundo toma, a Bayer, e ao slogan antigo - se é Bayer, é bom! O que quer dizer que temos de começar tudo de novo.

Claro, uma grande parte de nós já tem consciência de que por trás de remédios, doenças e químicos está, sempre, a poderosa indústria farmacêutica mas, lembre-se que há uma grande parte que ainda não se lembra disso, ou não consegue se conscientizar dessa possível verdade horripilante, que doenças são criadas para que as vendas de medicamentos aumentem.

Outra fator é que a mudança que ora assistimos, da Monsanto para Bayer, tem muito a ver também com o fim da patente do glifosato, expirada em 2001, e a necessidade, da indústria, de ser a detentora do poder de fazer e vender (quer dizer, é preciso mudar o produto para recuperar mercado) e, por outro lado, a Bayer vem colocando no mercado o substituto do glifosado, o LibertyLink, com cara de bonzinho e cuja base é o glufosinato de amônio. Quer dizer, a Bayer tem um produto que hoje é caro, patenteado, etc, que vai substituir um produto barato, que já perdeu a patente. E nós vamos continuar engolindo agrotóxicos em tudo o que comemos, a não ser que entendamos como a coisa funciona. Leia em maiores detalhes, aqui.

Mas, e então, como fica a produção dos transgênicos? E as sementes crioulas onde a Monsanto entrou há pouquíssimas semanas e já não se encontram referências na net para o assunto? É fundamental não esquecer o que a história dos agrotóxicos e dos transgênicos já nos custou, relendo este artigo do Le Monde Diplomatic.

Mas, no momento, a principal discussão é o por quê dessa união de duas gigantes da criação de doenças e medicamentos - uma delas para humanos, outra para plantas, tudo resultando na contaminação de humanos e plantas, o potencial de problemas que nos trará a compra da Monsanto pela Bayer e de onde vem o dinheiro que subsidia essa alteração de fantochinha?

“Com a aquisição da Monsanto pela Bayer, a concentração no mercado do agronegócio atinge um novo pico. Os elementos chave da cadeia alimentar estão agora nas mãos de um só grupo. Os agricultores devem preparar-se para pagar preços mais altos e também terão menos escolhas. Além disso, deve piorar ainda mais o bloqueio à inovação no setor, especialmente para os herbicidas”

Criticou Toni Michelmann, da Coalizão contra os males da Bayer (CBG). Michelmann anunciou que a CBG quer aproveitar o Tribunal Monsanto, previsto para outubro, em Haia, para articular-se com as diversas iniciativas contra a Monsanto e redirecionar a partir de agora a resistência, centrando-a sobre a Bayer. A primeira ação coletiva prevista pela coordenação ocorrerá na próxima assembleia geral da multinacional de Leverkusen, no Parque de Exposições de Colônia, na Alemanha, em 28 de abril de 2017.

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