Ranking de 500 entidades rumo ao desmatamento zero

Forest 500, ranking que identifica, classifica em todo o mundo que, poderiam praticamente erradicar o desmatamento tropical.

Apesar de o Brasil não ter assinado o acordo pelo desmatamento zero até 2030, nosso país foi bem avaliado no Forest 500, ranking que identifica, classifica e controla governos, empresas e instituições financeiras em todo o mundo que, juntos, poderiam praticamente erradicar o desmatamento tropical.

50 países foram avaliados e estes concentram quase a totalidade das florestas tropicais no mundo. As 250 empresas avaliadas são as que geram lucros superiores a 4,5 trilhões de dólares ao ano, e que comercializam mercadorias como óleo de palma, carne e couro, papel e madeira, soja, ou seja, as commodities que mais degradam as florestas.

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Também foram avaliados 150 investidores e 50 outras entidades que atuam na comercialização de produtos que degradam a vegetação tropical nativa.

O desmatamento está presente em nosso dia a dia em praticamente tudo o que consumimos, e o ranking tem como objetivo informar como é possível progredir rumo ao desmatamento zero, pois, estes produtos podem ser produzidos de forma sustentável, sem afetar as florestas tropicais.

A transição para a formação de cadeias produtivas com desmatamento zero deve ser urgentemente alcançada.

Além do Brasil, Colômbia e Perú estão bem avaliados, receberam 4 dos 5 pontos máximos, no ranking dos países. Entre os nossos vizinhos latino-americanos, Argentina e Bolívia, por exemplo, receberam apenas 2 dos 5 pontos máximos.

Das empresas, o Grupo Danone recebeu 5, a pontuação máxima no ranking, bem como a Unilever, a Nestlè S.A a Procter & Gamble Co, entre outras. Mas muitas empresas asiáticas, por exemplo, receberam 0 pontuação.

A análise geral porém é positiva, uma série de empresas estão mostrando fortes sinais de progresso nas suas políticas para eliminar o desmatamento de suas cadeias de abastecimento e operações, bem como os países que deram passos importantes tomados por alguns dos governos mais influentes no mundo, no que diz respeito à produção e ao comércio global de mercadorias de riscos florestais.

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