Degelo e diminuição de neve são alarmantes

diminuição de neve são alarmantes

Mais notícias pouco positivas sobre o aquecimento global nos chegam, conforme os cientistas aprofundam seus estudos nas regiões polares do planeta. No caso do Alasca, as temperaturas nunca estiveram tão elevadas; para o Ártico, vemos a cobertura de gelo diminuir a olhos vistos e a Groenlândia também tem sofrido com degelo.

Dessa forma, o aquecimento global toma proporções, sem dúvidas, incríveis. O trabalho científico, denominado Arctic Report Card foi desenvolvido por 63 cientistas, oriundos de 13 países, sendo atualizado anualmente, a partir de 2006.

Em sua mais recente edição – com dados apurados entre entre outubro de 2013 e setembro de 2014, foi revelado que o Ártico continua tendo sua temperatura elevada duas vezes mais rápido em altas altitudes, se comparado com as partes mais baixas. Como o ar já vem esquentando, ao menos há três décadas, tudo tem sido afetado, desde as camadas de gelo, até os habitats de ursos polares, que vêm, cada vez mais constantemente, lutar pela sobrevivência, sobretudo porque os oceanos congelados têm desaparecido.

Em três décadas, o Ártico tem sofrido em excesso com as transformações do clima, e a região, consequentemente vem ficando mais disponível a embarcações para extração de energia, além de mais propícia a atividades como a pesca.

Particularidades sobre o panorama natural polar

Houve, entre as boas notícias, espessamento da camada de gelo no Ártico, e é apenas a sexta menor desde o ano de 1979. Contudo, mesmo com o aumento, sobretudo se comparado a 2013, o gelo mais antigo, que é mais espesso, existe em quantidade menor – na década de 1980 era 26% do bloco de gelo, agora compõe apenas 10%.

Mesmo com temperaturas mais baixas na região do centro da Rússia e do leste da América do Norte, o Alasca nunca foi tão quente – aumento de 0.5 oC por década. Não parando por aí, novos patamares mínimos de cobertura de neve no Ártico foram atingidos em abril, na Eurásia.

Na Groenlândia, a perda de gelo é tão acelerada, por conta de um fator particular: conforme vai perdendo sua massa de gelo, perde também capacidade de refletir as radiações solares, fazendo com que o gelo seja eliminado com maior velocidade.

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