2014: o ano mais quente desde 1850

2014: o ano mais quente desde 1850

A importante Conferência Climática das Nações Unidas – COP 20 – realizada em Lima, no Peru, tem sido importante por levantar uma série de questões relevantes sobre a sustentabilidade e o clima no mundo.

Uma das mais impactantes é, sem dúvidas, o levantamento que atesta que 2014 pode entrar para a história como um dos anos mais quentes de que se tem notícia.

No relatório Status Global do Clima 2014, a ONU expõe que, entre os meses de janeiro e outubro de 2014 a superfície do planeta chegou a uma temperatura média de 14.57º C, ou seja, 0,57ºC superior à média calculada entre os anos de 1961 e 1990, sendo que o recorde anterior havia sido presenciado no período entre 2005 e 2010. Então, se o último bimestre do ano – ainda não medido – acompanhar a tendência de elevação, logo logo, 2014 poderá ganhar de 1850, que foi o marco zero desse tipo de medição, segundo a Organização Meteorológica Mundial – OMM.

Outro dado alarmante, apresentado pela OMM, é o seguinte: de todos os 15 anos mais quentes da história do homem, 14 se deram no decorrer do século XXI.

Para que se chegasse às conclusões do relatório, utilizou-se como fontes os resultados obtidos das seguintes instituições: Agência Americana Oceânica e Atmosférica, (NOAA), Met Office, no Reino Unido, e a Nasa ,dos EUA.

O Brasil e o relatório da COP 20

No relatório Status Global do Clima 2014 há citações à seca que assola a região Sudeste do país, como grande exemplo de uma anomalia que já se abate sobre o planeta, alterando a vida das pessoas; tudo em consequência à elevação da temperatura global. Segundo o texto, a seca seria a pior das últimas oito décadas.

Outros pontos de interesse do relatório COP 20

A América do Sul é apontada também como um dos pontos globais de grande elevação de temperatura, sobretudo em áreas como o norte da Argentina ou o Sul do Brasil.

As tempestades tropicais têm se reduzido – agora foram 72, contra 89 anuais no período que compreende de 1981 a 2010. Já o CO2 atinge patamares de 396 partes por milhão, e repercute diretamente no crescimento da temperatura e, consequentemente, nos problema do clima.

O degelo da região do Ártico também é algo muito intenso, levando a quantidade de gelo a se revelar a sexta menor de todos os tempos, com os atuais 5,02 milhões de km².

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