Solução para todos: trabalhar 4 dias na semana para combater o vírus e a recessão econômica

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Alguns países vêm adotando a retomada do trabalho em ciclos, baseados em modelo criado por professores israelenses, que permite o retorno ao trabalho com maior segurança à saúde, e ao mesmo tempo a retomada da economia.

De acordo com uma reportagem do The New York Times, Uri Alon e Ron Milo professores de biologia computacional e de sistemas no Instituto de Ciência Weizmann, em Israel, e Eran Yashiv, professor de economia, na Universidade de Tel Aviv e professor de Macroeconomia na School of Economics de Londres, tiveram uma “ideia” para reabrir o comércio explorando o “ponto fraco” do vírus. 

Um modelo bio-matemático simples

Para os pesquisadores, o período de latência do vírus é aquela média de cerca de 3 dias, entre o momento em que uma pessoa é infectada e o tempo em que ela pode infectar outras pessoas, e talvez esse seja justamente o ponto fraco, o calcanhar de Aquiles do SARS-CoV-2.

Usando essa latência, o retorno ao trabalho poderia ocorrer em ciclos de duas semanas, nas quais a pessoa trabalha por 4 dias e, fica em casa por 10, assim, em caso de infecção pelo vírus durante os dias em que trabalhou fora de casa, não infectaria ninguém porque fez essa pausa de 10 dias logo na sequência. Depois da pausa, retorna a trabalhar por 4 dias e depois nova pausa e assim sucessivamente.

A proposta é trabalhar de segunda a quarta, semana sim e semana não, alterando quatro dias de trabalho com 10 de quarentena.

Assim, mesmo se alguém se infectasse durante o trabalho, não infectaria mais ninguém no mesmo período e ainda teria tempo suficiente para, em casa isolada, se apresentasse sintomas, de evitar o retorno ao trabalho.

Equilíbrio entre saúde e economia

A estratégia funciona ainda melhor quando a população é dividida em dois grupos que se alternariam nos locais de trabalho, o que poderia manter o estabelecimento funcionando continuamente.

Os pesquisadores afirmam que esse ciclo de duas semanas pode reduzir o número de reprodução do vírus, o número médio de pessoas infectadas por cada pessoa infectada para abaixo de um, permitindo atividade econômica sustentável.

É uma estratégia que ao mesmo tempo que reduz o número de pessoas circulando, o que por si só já impacta na redução da transmissão do vírus, ainda coloca a pessoa em quarentena obrigatória após 4 dias de contato com pessoas em ambiente externo.

Uri Alon, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto disse que

“É um modelo que alterna quarentena e trabalho/escola, um caminho intermediário que oferece um equilíbrio entre saúde e economia“.

Alguns países já estão adotando esse modelo que se mostra compatível, autoexplicativo, fácil de aplicar, serve a todo tipo de estabelecimento e serviço, pode ser aplicado micro ou macrorregional e é totalmente compatível com as demais estratégias de prevenção, como distanciamento de um metro, uso de máscaras e álcool em gel e cuidados rigorosos com a limpeza e higienização dos locais e equipamentos de trabalho, principalmente dos banheiros.

Os tempos mudaram

Segundo a reportagem do jornal The New York Times, escolas austríacas adotaram uma versão simples com dois grupos de estudantes frequentando a escola por cinco dias a cada duas semanas. Esse sistema vem funcionando desde maio.

O jornal Independent publicou uma reportagem, contando que ativistas, parlamentares e empresários enviaram uma carta para Rishi Sunak, chanceler do tesouro britânico, para considerar esse modelo de trabalho de 4 dias como uma maneira de revisar a economia após a pandemia de coronavírus.

Segundo a reportagem, a carta cita Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, que também sugeriu que os empregadores poderiam considerar uma semana de trabalho de 4 dias em resposta à crise do Covid-19, o que, segundo ela, impulsionaria o turismo, principal atividade do país e o primeiro ministro escocês, Nicola Sturgeon, que disse que estratégias de semana de trabalho de quatro dias

“não são mais coisas sobre as quais deveríamos estar falando, mas sim fazendo”.

No Brasil, algumas empresas já vêm adotando esse modelo, como exemplo da XP que anunciou que vai dividir todos os colaboradores em três grupos, os dois primeiros serão divididos entre dois escritórios com endereços diferentes e um terceiro ficará em home office. A cada semana, haverá uma rotação e um grupo diferente ficará em home office.

Esse modelo de trabalho em ciclos, adotado pelos países, parece eficiente à medida que permite o retorno ao trabalho com maior segurança, e a retomada gradual da economia, medidas imprescindíveis em tempos de pandemia que exigem estratégias para combater o vírus que não pode ser infalível.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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