Cúrcuma, o açafrão-da-terra, ótima também contra o mosquito da dengue

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Em meio a uma semana a partir da qual vários atos de mobilização têm buscado esclarecer à sociedade brasileira sobre o papel social das universidades públicas, que são as principais instituições promotoras da ciência no Brasil, eis que uma descoberta importante é fruto de uma pesquisa do Instituto de Física (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), campus São Carlos.

Os pesquisadores do IFSC conseguiram criar um extrato de açafrão-da-terra (conhecido, também, como cúrcuma) capaz de matar a larva do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras tantas doenças.

De acordo com o G1, a pesquisa consistiu em sintetizar a curcumina, substância que dá a cor alaranjada ao açafrão, em um extrato ultraconcentrado que reage em contato com o sol. A pesquisadora Natália Inada, explica que:

"Após as larvas comerem a curcumina, em contato com o oxigênio presente no ambiente e uma iluminação, ocorre uma reação de dentro para fora, destruindo essas larvas", as quais morrem no período de três horas.

Durante três meses foram feitos testes em quintais de seis casas do município de São Carlos. O teste foi de fácil aplicação: para fazer o extrato, basta misturar o pó com um pouco de água e aplicar nos locais que podem servir de criadouro do mosquito, como pratos de plantas, pneus, caixas d'água. Em no máximo 48 horas, as larvas aparecem mortas.

Outra boa notícia do extrato é que ele não polui o meio ambiente, já que é natural. Segundo a pesquisadora em biotecnologia Larissa Marila:

"Os inseticidas vão causar resistência nas larvas. As que sobreviverem, podem se reproduzir, virar o mosquito. A curcumina pode ser eficaz para eliminar essas larvas de vetores".

A pesquisa, que teve financiamento do Ministério da Saúde, está aguardando a sua conclusão para avaliar a possibilidade de liberar a substância para o controle da dengue. Entretanto, com o corte de 30% no orçamento da educação e da saúde pelo governo federal, mais esse projeto que tanto pode ajudar a população brasileira no combate a doenças corre risco.

Os pesquisadores envolvidos no projeto irão fazer, ainda neste semestre, um encaminhamento para os órgãos competentes, entre eles a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que o produto seja aprovado para utilização pelo sistema público de saúde, o SUS.

O pesquisar Vanderlei Bagnato diz que a equipe está tentando parcerias com empresas para a produção em larga escala da substância, visto que os métodos atuais de combate ao mosquito não têm se mostrado eficientes.

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