Pesquisa indica que bebês podem apresentar microcefalia após o nascimento

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Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) chegou a novos dados acerca do vírus zika, sendo noticiada no jornal The New York Times, dada a sua relevância.

A EBC entrevistou o coordenador do estudo, o professor Antônio Augusto Moura Da Silva, que explicou quais são os dados inéditos da pesquisa, que vem acompanhando o desenvolvimento de bebês que, mesmo nascendo com o perímetro cefálico normal, após alguns meses de vida, foram diagnosticados com microcefalia.

Quadro clínico dos bebês

Segundo Da Silva, o zika tem provocado problemas de saúde pública cujas causas ainda são desconhecidos para a comunidade científica. O pesquisador explica que o quadro clínico dos bebês que não nasceram com microcefalia não é tão grave quanto ao dos bebês que nasceram com a síndrome congênita. Entretanto, aqueles têm apresentado problemas de desenvolvimento e, também, crises convulsivas, provocados por lesões causadas pelo zika.

A pesquisa ainda vai acompanhar o desenvolvimento das crianças diagnosticas até que elas completem 3 anos.

Esse novo dado só reafirma a importância do pré-natal e do acompanhamento pediátrico posterior ao nascimento do bebê. No exame tomográfico é que foram descobertos os casos das crianças com microcefalia, mesmo elas tendo nascido com o perímetro cefálico normal.

O estudo é fruto de uma parceria entre o grupo de professores integrantes do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e profissionais do Núcleo Infantil de Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação da Criança (Ninar).

Prevenção

A melhor forma de prevenção é usar repelente e roupas que cobrem todo o corpo, sobretudo, as gestantes ou as mulheres que querem engravidar.

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