26 de junho: Dia Internacional da Luta Contra o Uso e o Tráfico de Drogas

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Dia Internacional da Luta Contra o Uso e Tráfico de Drogas

A ONU criou um dia internacional que marca a luta contra as drogas em ocasião do 26 de junho de 1987, quando fora implementada a primeira Conferência Internacional sobre o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.

A cada 26 de junho, por meio do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), a ONU propõe um tema para debater esta questão de suma importância para a sociedade mundial. Este ano, 2017, o tema é: Escute Primeiro - Escutar crianças e jovens é o primeiro passo para ajudá-las a crescer saudáveis e seguras - Listen First - Listening to children and youth is the first step to help them grow healthy and safe.

O objetivo da ONU é conscientizar sociedades e governos sobre a importância de debater e propor soluções contra o comércio e o uso das drogas, seja por questões de saúde pública como para reverter as ameaças que as drogas representa, estando diretamente ligadas ao crime organizado internacional e ao terrorismo.

Relatório Drogas Ilícitas 2017

Do World Drug Report 2017 lê-se que existem 29,5 milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem de transtornos causados pelo uso de drogas, e os opióides são os mais prejudiciais.

O número representa 0,6% da população mundial adulta que tem problemas com o uso de drogas inclusive de dependência, sendo que 70% do impacto na saúde - transtornos, etc, segundo o último Relatório Mundial de Drogas do UNODC - está ligado ao uso de opiáceos (substâncias derivadas do ópio, heroína, morfina e alguns fármacos). Mas as anfetaminas também representam uma parcela considerável do número mundial global de doenças ligadas ao uso de drogas.

Os números revelam abuso no uso de drogas psicoativas (opiáceos), um mercado negro relativamente novo e que vem expondo os usuários a risco de vida dado o desconhecimento quanto as dosagens, as consequências, etc. E este mercado está se tornando cada vez mais diversificado, com uma mistura de substâncias ilegais e controladas internacionalmente, como a heroína, e medicamentos prescritos (legais) que são desviados do mercado legal ou produzidos como medicamentos falsificados.

Mas a cocaína também expande seu mercado com 30% de aumento do cultivo do arbusto Erythroxylum coca na Colômbia.

Drogas: da saúde ao terrorismo

As drogas não causam problemas apenas à quem as usa, embora em primeira instância sejam os usuários os mais afetados diretamente pois, além de problemas mentais, transtornos, vício, dependência, há problemas paralelos causados pelas doenças infecciosas, entre estas e de maior relevância, a hepatite C, que já atinge 12 milhões em todo o mundo de pessoas que injetam drogas, além do HIV. Tais doenças também se espalham a quem não se droga, através do sangue e dos fluidos sexuais.

Quanto ao terrorismo, embora nem todos os grupos terroristas dependam dos lucros das drogas, alguns se beneficiam do tráfico. Segundo o relatório, até 85% do cultivo de ópio no Afeganistão ocorre em território sob alguma influência do Talibã.

O relatório traz mais de 100 recomendações para enfrentar o problema mas, segundo Yury Fedotov, diretor executivo do UNODC, é necessário fazer muito mais:

"Há muito trabalho a ser feito para enfrentar os muitos danos infligidos pelas drogas à saúde, ao desenvolvimento, à paz e à segurança, em todas as regiões do mundo", disse.

Drogas, sem preconceito, a fim de combater o problema

Enquanto boa parte da sociedade ainda crê que o problema da droga é apenas do favelado, preto e que o comércio ilegal se combate colocando "essa gente" na cadeia, o tráfico, o lucro internacional só aumenta com respaldo nesta mentalidade reducionista. É importante encarar o tema e debatê-lo sem preconceito, em busca de soluções efetivas para um problema que atinge a todos: ricos e pobres, brancos e pretos.

No entanto, como sugere a própria ONU, para prevenir, ame as crianças e os jovens, dando atenção e ouvidos a estes. Não se esqueça que existem drogas lícitas, medicamentos com efeito similar ou igual aos opiáceos vendidos sob prescrição médica, mas que, como vimos, também contribuem para o comércio ilegal. Somente com amor e sem preconceito podemos ter esperança de um mundo melhor, sem drogas, feito de paz e alegria. Pense nisso!

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