Canabidiol é aprovado pelo Conselho Federal de Medicina

Canabidiol

O CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou no último dia 16, no Diário Oficial da União, a Resolução CFM 2.113/14, uma Resolução que autoriza o uso do medicamento canabidiol (CBD), um entre 80 derivados canabinoides, originários da Cannabis sativa, a popular maconha.

O canabidiol é fundamental para o tratamento de epilepsia tanto em crianças quanto em adolescentes que não obtêm sucesso com os tratamentos convencionais.

A apresentação da decisão foi feita no dia 11 de dezembro e, na ocasião, foram revelados alguns dos parâmetros para o emprego do canabidiol para terapias, inclusive, vedando a comercialização da cannabis in natura, mesmo que para uso em razões de saúde. Todos os demais derivados também ficam proibidos. Características como pureza e apresentação serão validadas pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Além disso, médicos e pacientes envolvidos em tratamentos que demandem administração de canabidiol deverão se cadastrar no site do Conselho Federal de Medicina. Isso facultará um melhor monitoramento da comercialização da substância, bem como monitorará a possibilidade de reações adversas pelo consumo da medicação.

Em 2016 a decisão será reavaliada, com base nos avanços dos tratamentos à época. Vale ressaltar que, no estado de São Paulo, o canabidiol já pode ser prescrito desde o mês de outubro de 2014, sendo o primeiro ponto do país a apresentar tal resolução favorável ao tratamento com esse derivado da maconha.

Como já dissemos, a cannabis é uma planta muito versátil e que pode ser empregada em vários setores: do algodão ao medicamento passando pelo biocombustível. Muito além da questão da violência, que geralmente é o carro chefe da discussão sobre a legalização da maconha, nós falamos em usos industriais, em economia, em alternativa natural e em soluções ecológicas para vários problemas ambientais.

Se você se interessa pelo assunto, não deixe de ler nossos links abaixo sugeridos. Legalizar para fins medicinais e industriais é um discurso. Legalizar para fins recreativos é outro.

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