Amora-branca, a nossa amora silvestre, nativa, usada em geleias, iogurtes e doces

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Rubus erythrocladus

Amoras silvestres, arbustivas, espinhudas - assim são as amoras nativas das terras brasileiras. Hoje vou falar da Rubus erythrocladus, também chamada de amora-branca, amora-verde ou amora-do-mato pois, sua frutinha, quando madura, é muito doce e de uma cor branca esverdeada.

A nossa amora-branca, nativa, também é chamada de capinuríba verde, nome que vêm do tupi guarani e significa “Erva coberta de espinhos que dá cachos de fruto” ou de Nhambuí, entre outros nomes populares. Esta planta ocorre em moitas nas beiras de rios - matas ciliares - dos cerrados ou na borda das nascentes e banhados das florestas de encosta e montanha das regiões sudeste e sul do Brasil.

Esta espécie é diferente da amora-branca, a Morus alba, espécie japonesa, uma árvore alta da qual usam-se as folhas para alimentar o bicho-da-seda (e para fazer chá - link ao final deste artigo).

Usos da amora-branca, a capinuríba

Geleias, iogurtes, doces

Seus frutos, que estão maduros entre outubro e fevereiro, são muito aromáticos e de sabor refrescante, lembrando o sabor misturado de kiwi com amora, quando consumidos in natura.

Podem ser usados na fabricação de geleias, iogurtes, sucos, doces e sorvetes.

Alimentação de pássaros em áreas de preservação

A amora-branca é usada em projetos de revegetação para recriação de áreas de preservação permanente pois é atrativa e alimentícia de pássaros.

Agricultura familiar

A amora-branca é uma cultura bastante interessante para a agricultura familiar, onde pode funcionar como cerca viva e, ao mesmo tempo, produzir frutos para consumo, venda, ou produção de geleias.

Uso medicinal da amora-branca

Sobre o possível uso medicinal, até o momento não temos informações que o indiquem mas, como todas as plantas do gênero Rubus, com certeza a Rubus erythrocladus não ficará atrás em utilidade nutricional e curativa.

Um único estudo, sobre o conteúdo de flavonoides nas folhas desta espécie, em comparação com a da Morus sp, mostra que as folhas da Morus sp são sensivelmente mais ricas.

Assim também, outras amoras silvestres como a Rubus ulmifolius ou R. selowii, têm funções curativas muito conhecidas no nosso país. Neste caso, trata-se das amoras pretas silvestres, arbustivas e bastante agressivas pela quantidade de espinhos que produzem.

Outras amoras são bem conhecidas quanto ao seu potencial curativo especialmente no que concerne ao equilíbrio hormonal feminino - no caso trata-se do chá das folhas da Morus alba. Leia mais nos links abaixo:

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