Baleia-azul: 10 características e curiosidades

A baleia desde os primórdios é um animal que fascina a humanidade por sua grandiosidade e beleza.

Ademais, não é de se estranhar que esse gigantesco mamífero aquático tenha feito parte da passagem bíblica do Antigo Testamento no livro do Profeta Jonas e sido inspiração na literatura como Moby Dick, do escritor Herman Melville.

Esse lindo animal, considerado o maior do mundo, não é só magnífico pelo tamanho e pela aparência, mas, também pelas suas diversas características e comportamentos.

Conheça mais sobre a Baleia Azul, com as informações a seguir:

10 Características e Curiosidades sobre a Baleia Azul

baleia azul

O maior animal do mundo

A baleia-azul faz parte da ordem Cetartiodactyla, família Balaenopteridae e gênero Balaenopter. Seu nome científico é Balaenoptera musculus. Esta baleia apresenta longo e enorme corpo hidrodinâmico, de coloração azul acinzentada e manchas claras, podendo alcançar 30 metros de comprimento e pesar até 180 toneladas

A cabeça da baleia-azul é larga, tem formato de U e corresponde a aproximadamente 1/4 do tamanho do seu corpo.

Na garganta dessa baleia existem pregas ventrais, que se alongam até aproximadamente metade do corpo dela.

As nadadeiras peitorais da baleia-azul são pequenas e abrangem cerca de 10% do comprimento total do seu corpo

A nadadeira dorsal é também um tanto pequena, se localizando na parte posterior dessa espécie, já a nadadeira caudal é larga e com pedúnculo grosso.

Diferenças entre machos e fêmeas

Geralmente o macho é menor que a fêmea, porém, ela por sua vez é mais pesada.

Respiração a jato

A baleia azul respira através dos pulmões e para isso necessita ir até a superfície para respirar, quando ela expira, ocorre um borrifo de água (jorro) pelo orifício na parte superior de seu corpo, que chega a formar um jato de 6 a 12 metros de comprimento.

Poucos amigos

Em geral, essa espécie de baleia vive sozinha, em duplas ou trio.

E possível encontrá-la em comunidades maiores em espaços de alimentação e reprodução, podendo chegar, nesses casos, a grupos de mais de 50 indivíduos.

Migração

As baleias-azuis migram para águas polares ou subpolares em busca de alimentos, no período que se estende do verão ao início do outono, já no período reprodutivo, que ocorre do inverno à primavera, elas migram para áreas tropicais e subtropicais.

Banguela

Esta baleia não tem dentes, mas, em contrapartida possui na boca uma estrutura que se assemelha com uma franja e que serve para filtrar a água e segurar suas presas, como por exemplo, pequenos peixes que lhe servem de alimento.

Além de pequenos peixes, a baleia-azul se alimenta de crustáceos, zooplâncton e moluscos e podem obter seu alimento tanto no fundo, como na superfície do oceano.

No Hemisfério Sul, a baleia-azul se alimenta, principalmente, de krill (animais invertebrados parecidos com o camarão), para se ter uma ideia, uma única baleia pode comer diariamente cerca de quatro toneladas dessa espécie marinha.

Velocidade do nado

Apesar de a baleia-azul nadar a uma velocidade de até 50 km/h em curto período de tempo, quando ela nada em grupo, sua velocidade de nado fica em torno dos 20 km/h e nos momentos que se alimenta, a velocidade de nado fica por volta de torno dos 5 km/h.

Reprodução e gestação

A maturidade sexual da baleia-azul ocorre por volta dos 10 anos de idade.

O filhote desenvolve-se dentro do corpo da mãe, sendo que a gestação tem a duração de 11 até 12 meses.

Ao nascer, o filhote já apresenta grande tamanho e peso, cerca de 7 metros de comprimento e mais de 2 toneladas.

As mamães-baleias não amamentam seus filhotes pelas tetas. Ela ela solta o leite, que é bem gorduroso na água e o filhote o suga, já que a água e gordura do leite não se misturam.

As ameaças à baleia-azul

No início do século XX, em 1925, a baleia-azul tornou-se alvo da caça mercenária de pescadores dos Estados Unidos, o Reino Unido, Noruega e Japão. Assim, esta espécie foi sendo capturada, morta e processada para comercialização em grandes navios-fábricas.

Em 1930, 41 navios dizimaram 28.325 baleias-azuis.

No fim da segunda guerra mundial, a população de baleias-azuis já estava bem reduzida e, por isso, em 1946, surgiram as primeiras leis de restrição da caça e comércio de baleias, porém, ainda eram ineficientes.

Na década de 60, a caça específica da baleia-azul finalmente foi proibida, mas, a essa altura, 350 mil baleias-azuis haviam sido mortas.

De acordo com os dados da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza ( IUCN) a baleia-azul está classificada atualmente como espécie endangered – ameaçada de extinção, com a estimativa da existência de 5.000-15.000 indivíduos maduros, sendo que esta espécie já não existe mais nos mares Mediterrâneo, de Okhotsk e de Bering.

Dos indivíduos dessa espécie que existem atualmente, dois mil vivem na costa da Califórnia e representam a esperança da continuidade dessa espécie, através do longo e gradativo processo de aumento populacional desses extraordinários mamíferos aquáticos, que infelizmente, desde os anos 60 se encontram em perigo de serem extintos.

As causas da redução das baleias-azuis

Das baleias se extraem as suas barbatanas para serem usada na fabricação de espartilhos femininos, escovas e cera para a confecção de velas. A gordura dos animais serve como alimento, sua carne também é apreciada em alguns lugares (Japão, Islândia, Noruega…). Seus ossos também podem ser usados na fabricação de objetos, joias, brinquedos e instrumentos de trabalho e caça.

Além da caça comercial desse animal para utilização de partes de seus corpos, a poluição dos mares, a pesca de peixes que servem de alimento para essa baleia, o aquecimento global, a agressão e a alteração do habitat dessa espécie, por meio da intervenção humana, são os fatores que têm colocado a especie em perigo de extinção.

Medidas necessárias para a preservação da baleia-azul

Apesar de várias ações estarem sendo realizadas em prol da defesa da vida da espécie baleia-azul, ainda é necessário intensificar e dar continuidade à medidas como:

  • conscientização e educação sobre ações necessárias para a preservação dessa espécie;
  • leis internacionais eficientes e rigorosas;
  • controle internacional e
  • ações de proteção e conservação da baleia-azul.

É muito importante frisar que para mudar essa realidade é necessário uma educação de base (família e escola) para que as futuras gerações não cometam as mesmas atrocidades que ainda estamos comentando com esta e com outras espécies.

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Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.