Bayer paga multa milionária para pôr fim a litígio envolvendo Roundup (glifosato)

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Aquele que dá o veneno é o mesmo que vende a cura. A gigante farmacêutica Bayer, que arrematou a Monsanto, poderia adotar esse “slogan” para o seu marketing empresarial.

Entretanto, essa associação perigosa se transformou em um remédio amargo para a empresa alemã, que terá de pagar de US $ 10,1 bilhões a US $ 10,9 bilhões para resolver o atual e o futuro litígio potencial do produto Roundup, um agrotóxico feito à base de glifosato. O “acordo Roundup” foi a maneira pela qual a Bayer resolveu evitar litígios contínuos que vêm afetando a sua reputação.

Segundo o The New York Times, quando a Bayer adquiriu a Monsanto, há cerca de dois anos, sabia que estava comprando o mais conhecido “assassino” de ervas daninhas do mundo, mas não previa que cairia sobre ela  uma tempestade legal de alegações de que o herbicida Roundup causou câncer.

Agora, a Bayer está tentando lidar com esse problema, concordando em pagar mais de US $ 10 bilhões para resolver dezenas de milhares de reclamações.

O acordo, anunciado nessa quarta-feira, está entre os maiores de todos os tempos em litígios civis nos EUA. As negociações eram extraordinariamente complexas, produzindo acordos separados com 25 escritórios de advocacia, cujos clientes receberão valores variados. De acordo com Nora Freeman Engstrom, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Stanford:

“É raro vermos um acordo consensual com tantos zeros”.

Kenneth R. Feinberg, um advogado de Washington que supervisionou o processo de mediação, acredita que a maioria dos reclamantes acabe assinando o acordo.

A Bayer vinha sendo pressionada desde o ano passado para pôr fim aos litígios, após as ações judiciais se multiplicarem e os investidores apresentarem descontentamento com a empresa.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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