Líder índigena Raoni consegue apoio da França para proteger a Amazônia

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Raoni

O líder indígena Raoni Metuktire viajou para a Europa no último final de semana, com o intuito de solicitar apoio contra as ameaças que as comunidades indígenas e a Amazônia estão sofrendo. Em sua agenda estava programado o encontro com o presidente da França, Emmanuel Macron, que recebeu Raoni nesta última quinta-feira (16/05).

De acordo com a notícia publicada na Folha de São Paulo, o encontro entre os líderes indígenas e o presidente da França foi bastante satisfatório. Emmanuel Macron não só acolheu o cacique Raoni, como também declarou que dará o apoio que a comunidade Xingu tanto necessita.

O encontro aconteceu no Palácio do Eliseu nesta última quinta-feira (16/05) e teve duração de 45 minutos. Participaram também os outros três líderes indígenas: Kailu, Tapy Yawalapiti e Bemoro Metuktire.

Após esse encontro, Raoni e os demais líderes indígenas pretendem continuar em viagem pela Europa, para alertar outros líderes políticos sobre a necessidade de proteger a reserva Xingu contra as ameaças que vêm sofrendo. O objetivo deles é conseguir 1 milhão de euros para fazer muros de bambu ao redor da reserva Xingu, pois ela tem sido alvo de garimpeiros e caçadores que degradam as terras e colocam em risco as florestas e os animais.

De acordo com o comunicado do Palácio do Eliseu, o compromisso assumido pelo presidente Macron, será publicado posteriormente. No entanto, Macron divulgou em seu Twitter um vídeo com um trecho da reunião com os líderes indígenas, no qual declarou:

"Ele sabe melhor do que ninguém: nosso planeta está sofrendo com as atividades humanas. Ele fez a luta de sua vida. Com Cacique Raoni Metuktire, Grande Chefe do povo Kayapó, discutimos as medidas que estamos implementando para o clima e a biodiversidade."

Segundo dados estatísticos da ONG Imazon, o desmatamento na Amazônia havia diminuído de 2004 a 2012, mas em 2018 apresentou uma alta de 54%. O compromisso da França com a Amazônia, vai muito além desse encontro ocorrido entre os líderes. Por causa da Guiana, que também faz parte da Amazônia, a França se sente na obrigação de apoiar essa luta e defender os direitos dos povos indígenas, pois são eles que preservam a biodiversidade e as florestas.

O intuito da França é manter os valores em comum com o Brasil, voltados para o respeito e para a diplomacia ambiental, algo que o atual presidente Jair Bolsonaro não demonstrou em nenhum momento. O próprio presidente Macron, demonstrou sua insatisfação com Bolsonaro, quando esse ameaçou abandonar o Acordo de Paris, que trata, entre outras coisas, da redução nas emissões de dióxido de carbono e do clima.

Diferente do presidente Bolsonaro, Macron está interessado em cooperar de fato com o Brasil, enfrentando os desafios do planeta como um todo e não interessado apenas em atividades que vão contra a paz e a segurança da população mundial.

A notícia do apoio do presidente da França, nos enche de esperança, pois já que o "nosso presidente" não coopera para salvar o pulmão do mundo, que é a Amazônia, resta-nos contar com o apoio estrangeiro. Torcemos para que os demais países da Europa, a serem visitados pelos líderes indígenas nas próximas semanas, também aceitem entrar para esta causa!

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