Saneamento básico caseiro: uma solução para países em desenvolvimento?

Saneamento básico caseiro

A falta de saneamento básico afeta ainda hoje, muitas nações em desenvolvimento, como é o caso de diversos países africanos, e também algumas regiões de povos emergentes, como o Brasil. Isso acarreta uma série de problemas para a saúde, por meio da contaminação da água, onde são despejados os dejetos humanos.

Doenças como tifo, disenteria e cólera são bem frequentes em tais áreas. Em todo o mundo, aproximadamente 2 mil crianças morrem diariamente devido a doenças diarreicas e cerca de 1.800 dessas mortes estão ligadas à água, ao saneamento e à higiene. No Brasil, 20 crianças morrem por dia devido à falta de saneamento básico.

Na Universidade Técnica de Hamburgo, Harborg, estão desenvolvendo o protótipo de um vaso sanitário inteligente, que pode ajudar a melhorar a higiene nestas regiões. O vaso contém compartimentos para armazenar papel higiênico, excrementos e água de uma família de quatro pessoas por uma semana. Em observância aos parâmetros de economia e sustentabilidade, a ducha que serve de acessório ao conjunto sanitário, consegue limpar, utilizando pequenas porções de água.

O vaso pode ser utilizado em duas posições, com o indivíduo sentado – como é feito comumente no ocidente – ou de cócoras, como é costume em algumas culturas ao redor do mundo. Uma solução feita com bactérias do leite e do açúcar faz com que os resíduos, depositados no vaso, não poluam o ar e ao mesmo tempo, fermentem o ácido láctico, acabando com os agentes capazes de gerar as patologias que afetam a saúde humana. Como a vantagem extra de evitar os maus odores.

Os especialistas têm pesquisado, no momento, a quantidade de açúcar que seria necessária para fazer com que as bactérias do leite atinjam o pleno desenvolvimento no vaso sanitário. As experiências visam conseguir atingir o menor pH possível.

Após o período de uma semana de uso do vaso, o material pode ser recolhido por um caminhão e levado a uma área de compostagem. Lá será misturado com carvão vegetal e restos de madeira, para em seguida secar. Depois de algumas semanas esse material se transformaria em terra preta, ou composto orgânico, que é um tipo de solo muito fértil, rico em nutrientes e que, graças ao carvão, retém muita umidade.

Na Ásia e na África, dado o grande número de pessoas que utilizam fogões a lenha, os restos desta queima podem alimentar o sanitário, em um constante processo de reaproveitamento de materiais, o que miniminiza o impacto ambiental.

Este vaso sanitário, portanto, pode ser uma grande arma contra a falta de saneamento básico e à favor da saúde das pessoas!

Fonte: dw.de

Fonte foto: Stock.Xchng